sábado, 30 de julho de 2011

Lendário

Loco Abreu sendo entrevistado após o jogo contra o Cruzeiro hoje, no qual deu a vitória ao Botafogo por 1x0, é chamado de Herrera por um repórter desavisado. A resposta já nasce um clássico.


Camarões

Sempre critiquei a tradução Camarões para o país africano Cameroon, do jogador Roger Milla (foto), sem nunca ter feito uma pesquisa rápida. Apenas sabia que Cameroon não é Camarões em inglês. Hoje, por curiosidade, resolvi investigar o nome Cameroon e descobri que trata-se de uma derivação de Camarões, pois os exploradores portugueses no século XV encontraram tantos camarões na região que a batizaram de Rio dos Camarões. Que vergonha pra mim, fazendo críticas infundadas aos portugueses por conta da tradução, sendo que na verdade eles é que batizaram o país.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Pontas famosas na trilogia Um Tira da Pesada

Em "Um Tira da Pesada", procure por Damon Wayans, famoso pela série "Eu, a Patroa e as Crianças".

Em "Um Tira da Pesada II", procure por Chris Rock, comediante americano que, entre outras coisas, é o criador da série "Todo Mundo Odeia o Chris".

Em "Um Tira da Pesada III", procure por George Lucas, criador de Guerra nas Estrelas.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

De sua formosura

 Chico Buarque & Airton Barbosa - De sua formosura.mp3
Found at bee mp3 search engine

Adaptação de Chico Buarque do poema do post anterior

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Eliot nasceu





—— De sua formosura
já venho dizer:
é um menino magro,
de muito peso não é,
mas tem o peso de homem,
de obra de ventre de mulher. 
—— De sua formosura
deixai-me que diga:
é uma criança pálida,
é uma criança franzina,
mas tem a marca de homem,
marca de humana oficina. 
—— Sua formosura
deixai-me que cante:
é um menino guenzo
como todos os desses mangues,
mas a máquina de homem
já bate nele, incessante. 
—— Sua formosura
eis aqui descrita:
é uma criança pequena,
enclenque e setemesinha,
mas as mãos que criam coisas
nas suas já se adivinha.


—— De sua formosura
deixai-me que diga:
é belo como o coqueiro
que vence a areia marinha. 
—— De sua formosura
deixai-me que diga:
belo como o avelós
contra o Agreste de cinza. 
—— De sua formosura
deixai-me que diga:
belo como a palmatória
na caatinga sem saliva. 
—— De sua formosura
deixai-me que diga:
é tão belo como um sim
numa sala negativa.


—— é tão belo como a soca
que o canavial multiplica. 
—— Belo porque é uma porta
abrindo-se em mais saídas. 
—— Belo como a última onda
que o fim do mar sempre adia. 
—— é tão belo como as ondas
em sua adição infinita.


—— Belo porque tem do novo
a surpresa e a alegria. 
—— Belo como a coisa nova
na prateleira até então vazia. 
—— Como qualquer coisa nova
inaugurando o seu dia. 
—— Ou como o caderno novo
quando a gente o principia.


—— E belo porque o novo
todo o velho contagia. 
—— Belo porque corrompe
com sangue novo a anemia. 
—— Infecciona a miséria
com vida nova e sadia. 
—— Com oásis, o deserto,
com ventos, a calmaria.

João Cabral de Melo Neto em "Morte e Vida Severina"

sexta-feira, 8 de julho de 2011

sábado, 2 de julho de 2011

Hino ao dois de julho



Nasce o sol a dois de julho
Brilha mais que no primeiro
É sinal que neste dia
Até o sol é brasileiro.

Nunca mais o despotismo
Regerá nossas ações
Com tiranos não combinam
Brasileiros corações.

Salve, oh! Rei da Campinas
De Cabrito e Pirajá
Nossa pátria hoje livre
Dos tiranos não será.

Nunca mais o despotismo
Regerá nossas ações
Com tiranos não combinam
Brasileiros corações.

Cresce, oh! Filho de minha alma
Para a pátria defender
O Brasil já tem jurado
Independência ou morrer.