domingo, 24 de outubro de 2010

Filme A Princesa Prometida - de Rob Reiner

A Princesa Prometida é o que se pode chamar de filme bacana. Presta uma verdadeira homenagem aos filmes de espadachim, da época em que Errol Flynn reinava nas telas. O filme possui uma infinidade de frases e diálogos legais, por isso separei dois. O primeiro é muito interessante por causa do incentivo à leitura que contém. O segundo eu separei porque há nele um exemplo claríssimo de um personagem que entende o Princípio da Conservação do Ninjutsu, já citado anteriormente aqui no blog. No original e com minha tradução.

The Grandson: A book?
Grandpa: That's right. When I was your age, television was called books. And this is a special book. It was the book my father used to read to me when I was sick, and I used to read it to your father. And today I'm gonna read it to you.
The Grandson: Has it got any sports in it?
Grandpa: Are you kidding? Fencing, fighting, torture, revenge, giants, monsters, chases, escapes, true love, miracles...
The Grandson: Doesn't sound too bad. I'll try to stay awake.
Grandpa: Oh, well, thank you very much, very nice of you. Your vote of confidence is overwhelming.

O Neto: Um livro?
Vovô: Isso mesmo. Quando eu tinha sua idade, televisão se chamava livros. E este é um livro especial. É o livro que meu pai costumava ler quando eu ficava doente, e eu costumava ler para o seu pai. E hoje eu vou ler para você.
O Neto: Tem algum esporte nele?
Vovô: Tá brincando? Esgrima, luta, tortura, vingança, gigantes, monstros, caçadas, fugas, amor verdadeiro, milagres...
O Neto: Não parece ruim. Eu vou tentar ficar acordado.
Vovô: Oh, está bem, muitíssimo obrigado, muito legal da sua parte. Seu voto de confiança é esmagador.


Fezzik: I just figured out why you would give me so much trouble. 
Man in Black: Why is that, do you think? 
Fezzik: Well, I haven't fought just one person for so long... I've been specializing in groups, fighting gangs for local charities... that kind of thing. 
Man in Black: Why should that make such a difference? 
Fezzik: You see, you use different moves when you're fighting half a dozen people than when you only have to worry about one.

Fezzik: Eu acabo de perceber porque você está me causando tanta dificuldade.
Homem de Preto: Por que seria, pode me contar?
Fezzik: Bem, eu não luto com apenas uma pessoa há muito tempo... eu tenho me especializado em grupos, lutando contra gangues para instituições de caridade... esse tipo de coisa.
Homem de Preto: Por que isso deveria fazer tanta diferença?
Fezzik: Veja bem, você usa movimentos diferentes quando luta contra meia dúzia de pessoas e quando tem que se preocupar com apenas um.

Sinais, filme de M Night Shyamalan

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Atenção, esse artigo relata partes de um filme, podendo estragá-lo para quem ainda não assistiu. Se for esse o seu caso continue por sua própria conta e risco.
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Hoje assisti a esse filme com minha esposa. Gosto muito das atuações do Mel Gibson, mas considero que esse é o filme onde M Night Shyamalan começou sua longa jornada de pisadas na bola. O filme é sobre uma invasão alienígena. Os aliens são retratados como criaturas inteligentes, com capacidade superior de resolução de problemas. Nós observamos essa superioridade assistindo aos aliens correndo durante a noite e batendo em portas e janelas. Quanto às habilidades físicas, os extraterrestres podem saltar pelo menos três metros de altura, mas são incapazes de derrubar uma simples porta. E de maneira impressionante, tentam invadir a Terra sem nenhuma arma de fogo, apenas o que parece ser um lançador de gás venenoso. Eles possuem a tecnologia que torna possível viagens intergaláctias, mas não trouxeram um mísero laser para a briga. O pior vem agora. Os sábios aliens tentaram invandir um planeta composto por 70% de água, provavelmente a substância mais abundante em nosso planeta, sendo essa exatamente a sua kryptonita. Congratulations, Shyamalan!


terça-feira, 19 de outubro de 2010

Tropa de Elite 2

Assisti ao filme Tropa de Elite 2 ontem. Num rápido relance nos patrocinadores do filme que costumam aparecer no início dos longas brasileiros, a ausência ilustre das nossas estatais. Acho que os suaves ataques feitos às ONGs esquerdistas no filme anterior fez com que o governo desse ordem para cortar verba da continuação. Que injustiça do Lula. O filme é muito bom, mas acaba salvando a pele dos intelectuais de esquerda do meio para o final. No mais, produção excelente, boa história, bons atores. Altamente recomendado.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Fábula Curta, de Franz Kafka

"Ai de mim!", disse o rato, " - o mundo vai ficando dia a dia mais estreito" . "- Outrora, tão grande era que ganhei medo e corri, corri até que finalmente fiquei contente por ver aparecerem muros de ambos os lados do horizonte, mas estes altos muros correm tão rapidamente um ao encontro do outro que eis-me já no fim do percurso, vendo ao fundo a ratoeira em que irei cair". "- Mas o que tens a fazer é mudar de direção", disse o gato, devorando-o.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Superman avaliado




Superman já foi avaliado por outros personagens de ficção. Segue o discurso de Bill, personagem de Kill Bill, original e minha tradução.

As you know, I'm quite keen of comic books, especially the ones about superheroes. I find the whole mythology surrounding superheroes fascinating. Take my favorite superhero; Superman, not a great comic book, not particularly well-drawn, but the mythology; the mythology is not only great, it's unique.
Now, the staple of the superhero mythology is; there is the superhero and there is the alter ego. Batman is actually Bruce Wayne, Spiderman is actually Peter Parker; when that character wakes up in the morning, he's Peter Parker. He has to put on a costume to become Spiderman and it is in that characteristic, Superman stands alone. Superman didn't become Superman, Superman was born Superman. When superman wakes up in the morning, he's Superman. His alter ego is Clark Kent. His outfit with the big red “S”. That's the blanket he was wrapped in as a baby when the Kents found him. Those are his clothes. What Kent wears; the glasses, the business suit, that's the costume; that’s the costume that Superman wears to blend in with us. Clark Kent is how Superman views us, and what are the characteristics of Clark Kent; he’s weak, he’s unsure of himself, he’s a coward. Clark Kent is Superman’s critique on the whole human race, sorta like Beatrix Kiddo and Mrs. Tommy Plympton.

Como você sabe, sou um grande fã de quadrinhos, especialmente aqueles sobre super-heróis. Eu acho fascinante toda a mitologia que cerca os super-heróis. Por exemplo o meu super-herói favorito; Superman, não é um grande gibi, não é especialmente bem desenhado, mas a mitologia; a mitologia não é apenas grandiosa, é única.
Agora, a regra da mitologia dos super-heróis é: há um super-herói e há o seu alter ego. Batman é na verdade Bruce Wayne, Homem-Aranha é na verdade Peter Parker; quando aquele indivíduo acorda pela manhã, ele é Peter Parker. Ele tem que por um traje e virar Homem-Aranha e é nessa característica que Superman se torna único. Superman não virou Superman, Superman nasceu Superman. Quando Superman acorda pela manhã, ele é Superman. Seu alter ego é Clark Kent. O seu traje com o grande "S" vermelho. Aquilo era o cobertor no qual ele estava envolto quando era bebê quando os Kent encontraram-no. Aquelas são suas roupas. O que Kent veste; os óculos, o terno, aquilo é o disfarce; aquele é o disfarce que Superman usa para se misturar conosco. Clark Kent é como Superman nos vê, e quais são as características de Clark Kent? Ele é fraco, ele não é confiante, ele é um covarde. Clark Kent é a crítica de Superman a toda raça humana, algo como Beatrix Kiddo e Sra. Tommy Plympton*.

* NT: Aqui Bill se refere ao fato da Noiva, Beatrix Kiddo, tentar mudar de vida e identidade ao se casar com Tommy Plympton, tornando-se Sra. Tommy Plympton.

O personagem Batman também já disse algo muito interessante sobre Superman. Segue:

"It is a remarkable dichotomy. In many ways, Clark is the most human of us all. Then... he shoots fire from the skies, and it is difficult not to think of him as a god. And how fortunate we all are that it does not occur to him."

É uma dicotomia notável. Em muitos aspectos, Clark é o mais humano de todos nós. Então... ele atira fogo dos céus, e é difícil não imaginá-lo como um deus. Oh, como todos nós somos afortunados que isso não ocorra a ele próprio.