Ah, já sei porque Michael não é um ídolo das esquerdas. Não basta ter origem humilde, precisa também de uma história de coitadismo, e não todo esse empreendedorismo e criatividade exibida por seu pai. Isso é coisa dos capitalistas.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Schumacher
Ah, já sei porque Michael não é um ídolo das esquerdas. Não basta ter origem humilde, precisa também de uma história de coitadismo, e não todo esse empreendedorismo e criatividade exibida por seu pai. Isso é coisa dos capitalistas.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Is this the guy?
Obama se encontrou com Lula em 2009 e disse, a la Denzel Washington interpretando o policial corrupto Alonso em Dia de Treinamento: My man!
A mídia nacional, incauta e puxa-saco traduziu que Obama teria dito que Lula é o cara. Santa ignorância. My man é completamente diferente de The man. My man não vai além de meu parceiro, meu companheiro, numa tradução livre. The man, esse sim, poderia ser traduzido como "o cara", na língua nacional. Mas a mídia brasileira, que o PT tanto se esforça para chamar de golpista, é na verdade babona e puxa-saco, além de não admitir equívocos jamais. Hoje, para completar, li uma postagem de alguém dizendo que Obama teria dito: "This is the guy!", ou seja, já reverteram o erro para o lado de lá. Lost in translation. Qua qua qua!
A mídia nacional, incauta e puxa-saco traduziu que Obama teria dito que Lula é o cara. Santa ignorância. My man é completamente diferente de The man. My man não vai além de meu parceiro, meu companheiro, numa tradução livre. The man, esse sim, poderia ser traduzido como "o cara", na língua nacional. Mas a mídia brasileira, que o PT tanto se esforça para chamar de golpista, é na verdade babona e puxa-saco, além de não admitir equívocos jamais. Hoje, para completar, li uma postagem de alguém dizendo que Obama teria dito: "This is the guy!", ou seja, já reverteram o erro para o lado de lá. Lost in translation. Qua qua qua!
Teclado QWERTY, por que continuar?
O modelo de teclado QWERTY foi inventado há 130 anos e é completamente ineficiente. Só continuamos com ele por hábito. Tudo avançou no mundo da informática, menos esse modelo. O fato é que esse modelo de teclado foi concebido unicamente para impedir que as teclas próximas das antigas máquinas de escrever enganchassem menos umas nas outras, ao fazer com que as pessoas digitassem mais devagar. Dessa forma procurou-se colocar as teclas mais usadas de maneira separada. As primeiras máquinas tinham o teclado em ordem alfabética, o que apresentou vários problemas de "engarrafamento" nas teclas e o novo teclado foi criado especificamente para diminuir a velocidade. É completamente desnecessário já que aposentamos as máquinas de escrever há anos. Para se ter uma ideia, milhares de palavras da língua inglesa podem ser escritas usando apenas as teclas da mão esquerda, enquanto apenas umas poucas centenas de palavras poderiam ser escritas do lado direito, que costuma ser predominante.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Antiamericanismo: o recalque do oprimido*
A invasão do Iraque evidenciou que o antiamericanismo pulsa no mundo como um recalque do oprimido. À menor possibilidade, aflora, exacerba-se, ganha as ruas, os sites, a mídia. A “velha Europa”, na expressão de Donald Rumsfeld (a terceira das Parcas), limpa o sangue derramado nos últimos dois séculos para entoar uma cantilena que faz a mímica do pacifismo. As ditaduras muçulmanas ameaçam alçar Samuel Huntington ao panteão de segundo profeta e acenam para o Ocidente com um choque de civilizações. No Brasil, até a CUT esconde sua vergonhosa e pusilânime subserviência ao governo Lula com um grito de guerra: “Imperialistas, fora do Iraque! Não se troca sangue por petróleo”.
Tais reações têm um pretexto bastante verossímil: cada um dos motivos alegados por George W. Bush para empreender a sua expedição punitiva a Bagdá foi desmoralizado pelos fatos. Restou a obviedade de que Saddam Hussein era um ditador. Ok, mas, como ele, quantos há? E a grande maioria formada por aliados de Washington. É preciso, para que se possa avançar, fazer a distinção entre a razão prática dos Estados e governos e a voz rouca das ruas, eventualmente irmanadas no mesmo antiamericanismo.
A Jacques Chirac, por exemplo, pouco importa a moralidade do ato americano — e a melhor prova é a lei de imigração que ele defende para a França. Não é um humanista; quer-se estrategista. Seu interesse objetivo é organizar um pólo europeu de resistência a uma bipolaridade que os estudiosos americanos já dão como certa. Em trinta anos, restará um adversário dos Estados Unidos no planeta: a China, que cresce a uma taxa entre 7% e 9% ao ano e poderá concentrar, no prazo dado, 25% do PIB mundial. Chirac e alguns outros líderes forçam para que se crie um triângulo e querem atrair a Rússia — que passaria a ser européia pela primeira vez em sua história — para esse terceiro vértice europeu.
As ditaduras muçulmanas, especialmente as árabes, cobram a ajuda do “porco imperialista” para conter seus fundamentalistas, mas rejeitam os “valores decadentes” do Ocidente, como a democracia. Até o governo brasileiro tirou uma casquinha. Num discurso contra a guerra, o presidente Lula conjugou o verbo quatorze vezes na primeira pessoa. Duda Mendonça não teve dúvida: “A nossa guerra é contra a fome”. Os Estados Unidos, ao menos, venceram a deles…
Já a reação das ruas, essa foi pautada, claro!, por bons sentimentos, mas também por recalque e ignorância, compartilhados, muitas vezes, por todos nós — a menos que estivéssemos ideologicamente convencidos de que se travava no Iraque um dos prenúncios do Armagedon. A verdade é que, cidadãos comuns, repugna-nos a constatação de que os impérios têm uma essência amoral. Tendemos a reagir mal à obviedade de que, não impusessem a sua vontade, seriam outra coisa. O nosso primeiro impulso, anterior à compreensão, é o furor judicioso, a sentença moral. Cada bomba que caía sobre Bagdá parecia querer confirmar a impressão de que os Estados Unidos só chegaram a ser a maior potência da Terra porque se impuseram pelo terror, pela guerra, pela morte, pela violência, pelo assassinato, pela força, pelas armas. E tudo isso é mentira! Reagíamos como tolos, embora as nossas motivações fossem boas e justas — tolice e boas intenções não se excluem e costumam arder juntas no inferno.
Aqui, é forçoso lembrar Edward Gibbon (1737-1794) e de sua magnífica obra Declínio e Queda do Império Romano. Num dado momento, o autor aborda o que chama “tríplice aspecto” sob o qual “o progresso das sociedades” pode ser avaliado: 1) o talento extraordinário e individual; 2) a formação de indivíduos ou pequenos grupos voltada para a conhecimento; e, finalmente, o terceiro aspecto, de que reproduzo alguns trechos: “(…) Felizmente para a humanidade, as artes mais úteis (…) podem ser exercidas sem a necessidade de talentos extraordinários (…), sem os poderes de um só ou a união de muitos. (…) Desde a descoberta primeva das artes, a guerra, o comércio e o ardor religioso difundiram entre os selvagens do Velho e do Novo Mundo esses dons inestimáveis. Eles se propagam aos poucos e jamais poderão perder-se. Podemos, portanto, chegar todos à aprazível conclusão de que cada época da história do mundo aumentou e continua a aumentar efetivamente a riqueza, a felicidade, o saber e quiçá a virtude da raça humana”.
O autor se debruçou sobre treze séculos de um império que conjugou domínio territorial e inquestionável poder de impor uma visão de mundo, o que se estendeu das artes à religião, passando pelo direito. Nem guerras amorais nem imperativos éticos o impediram de reconhecer que, com ou sem gênios individuais, o sumo das conquistas dos impérios restou para a espécie humana. Quantos de nós, os humanistas de pé quebrado, temos claro que a tecnologia de guerra serviu — e serve ainda, a exemplo da Internet — para prolongar e tornar ainda mais venturosa a trajetória humana na Terra? Quantas foram as conquistas científicas que o capital americano (ou a concupiscência da indústria farmacêutica) gerou neste tempo e quanto isso contribuiu para elevar a expectativa de vida mesmo em países pobres como o Brasil?
Uma nação que se negasse a pressionar Kruchev com o fim do mundo, na chamada crise dos mísseis cubanos, ou que se abstivesse de impor sua vontade a Bagdá teria feito o primeiro transplante de coração ou reproduzido, desta feita no éter, as grandes navegações do século XVI? Um Portugal ou uma Espanha que reconhecessem os valores dos “povos da floresta” teriam se lançado ao mar? Um líder que tivesse obedecido ao princípio senatorial e se deixado intimidar pelo Rubicão teria nos legado o direito romano como herança? A única nação com poder de dissuasão e de ataque forte o bastante para impor sua vontade deveria se eximir de fazê-lo como se o que existe — o seu poderio — devesse ainda reivindicar o estatuto de realidade de fato?
Reparem, leitores, não estou aqui a defender os Estados Unidos, muito menos o horror da guerra. Se tenho de matar uma barata, luto entre minha hesitação e sua repugnante rapidez. Ocorre que faz crer o antiamericanismo de ocasião, formado por verdadeiros “anticândidos” consumidos pela ignorância e pelos bons sentimentos, que rumamos para o pior dos mundos, para o abismo. Junto com Gibbon, apesar de tudo, convido-os a distinguir uma linha inextinguível de contínuo aprimoramento da civilização humana. Quando foi mesmo que a espécie viveu dias melhores? A saudade do que não tivemos, o Eldorado perdido, nem mesmo reacionária é. É só uma bobagem.
Sim, o mundo parece ser maior e mais complexo do que pode alcançar a compreensão de George W. Bush. O ataque ao Iraque, sem a clara concordância do Conselho de Segurança da ONU e por motivos comprovadamente mentirosos, jogou as nações num vazio jurídico. É tudo verdade. Mas Gibbon nos socorre e nos faz lembrar que a tragédia da vez pode ser uma quase aborrecida repetição de circunstâncias, preenchida com atores novos. É claro que isso não absolve os Estados Unidos de um ato imoral. Mas nem a guerra nem seus desdobramentos são julgados por tribunais morais, ainda que assim eles se queiram. Considero um imperativo ético que todos prefiramos a paz à guerra, desde que a primeira não seja a qualquer preço. Ameaças finalistas sempre semelham o apocalipse brandido por profetas de si mesmos.
Temos muito a aprender com aquela mesma América onde Tocqueville concluiu que os males da democracia se curavam com ainda mais democracia — e, quem sabe?, algo a ensinar. Sobre o antiamericanismo, crescente também por aqui, talvez nos cumprisse responder por que, tendo tão poucos motivos para nos identificar tanto com o “agressor” como com o “agredido”, escolhemos logo a “vítima”. Mas isso fica para outra hora.
* Originalmente publicado na revista BRAVO! nº 69, de junho de 2003. Integra o livro Contra o Consenso (Editora Barracuda)
Tais reações têm um pretexto bastante verossímil: cada um dos motivos alegados por George W. Bush para empreender a sua expedição punitiva a Bagdá foi desmoralizado pelos fatos. Restou a obviedade de que Saddam Hussein era um ditador. Ok, mas, como ele, quantos há? E a grande maioria formada por aliados de Washington. É preciso, para que se possa avançar, fazer a distinção entre a razão prática dos Estados e governos e a voz rouca das ruas, eventualmente irmanadas no mesmo antiamericanismo.
A Jacques Chirac, por exemplo, pouco importa a moralidade do ato americano — e a melhor prova é a lei de imigração que ele defende para a França. Não é um humanista; quer-se estrategista. Seu interesse objetivo é organizar um pólo europeu de resistência a uma bipolaridade que os estudiosos americanos já dão como certa. Em trinta anos, restará um adversário dos Estados Unidos no planeta: a China, que cresce a uma taxa entre 7% e 9% ao ano e poderá concentrar, no prazo dado, 25% do PIB mundial. Chirac e alguns outros líderes forçam para que se crie um triângulo e querem atrair a Rússia — que passaria a ser européia pela primeira vez em sua história — para esse terceiro vértice europeu.
As ditaduras muçulmanas, especialmente as árabes, cobram a ajuda do “porco imperialista” para conter seus fundamentalistas, mas rejeitam os “valores decadentes” do Ocidente, como a democracia. Até o governo brasileiro tirou uma casquinha. Num discurso contra a guerra, o presidente Lula conjugou o verbo quatorze vezes na primeira pessoa. Duda Mendonça não teve dúvida: “A nossa guerra é contra a fome”. Os Estados Unidos, ao menos, venceram a deles…
Já a reação das ruas, essa foi pautada, claro!, por bons sentimentos, mas também por recalque e ignorância, compartilhados, muitas vezes, por todos nós — a menos que estivéssemos ideologicamente convencidos de que se travava no Iraque um dos prenúncios do Armagedon. A verdade é que, cidadãos comuns, repugna-nos a constatação de que os impérios têm uma essência amoral. Tendemos a reagir mal à obviedade de que, não impusessem a sua vontade, seriam outra coisa. O nosso primeiro impulso, anterior à compreensão, é o furor judicioso, a sentença moral. Cada bomba que caía sobre Bagdá parecia querer confirmar a impressão de que os Estados Unidos só chegaram a ser a maior potência da Terra porque se impuseram pelo terror, pela guerra, pela morte, pela violência, pelo assassinato, pela força, pelas armas. E tudo isso é mentira! Reagíamos como tolos, embora as nossas motivações fossem boas e justas — tolice e boas intenções não se excluem e costumam arder juntas no inferno.
Aqui, é forçoso lembrar Edward Gibbon (1737-1794) e de sua magnífica obra Declínio e Queda do Império Romano. Num dado momento, o autor aborda o que chama “tríplice aspecto” sob o qual “o progresso das sociedades” pode ser avaliado: 1) o talento extraordinário e individual; 2) a formação de indivíduos ou pequenos grupos voltada para a conhecimento; e, finalmente, o terceiro aspecto, de que reproduzo alguns trechos: “(…) Felizmente para a humanidade, as artes mais úteis (…) podem ser exercidas sem a necessidade de talentos extraordinários (…), sem os poderes de um só ou a união de muitos. (…) Desde a descoberta primeva das artes, a guerra, o comércio e o ardor religioso difundiram entre os selvagens do Velho e do Novo Mundo esses dons inestimáveis. Eles se propagam aos poucos e jamais poderão perder-se. Podemos, portanto, chegar todos à aprazível conclusão de que cada época da história do mundo aumentou e continua a aumentar efetivamente a riqueza, a felicidade, o saber e quiçá a virtude da raça humana”.
O autor se debruçou sobre treze séculos de um império que conjugou domínio territorial e inquestionável poder de impor uma visão de mundo, o que se estendeu das artes à religião, passando pelo direito. Nem guerras amorais nem imperativos éticos o impediram de reconhecer que, com ou sem gênios individuais, o sumo das conquistas dos impérios restou para a espécie humana. Quantos de nós, os humanistas de pé quebrado, temos claro que a tecnologia de guerra serviu — e serve ainda, a exemplo da Internet — para prolongar e tornar ainda mais venturosa a trajetória humana na Terra? Quantas foram as conquistas científicas que o capital americano (ou a concupiscência da indústria farmacêutica) gerou neste tempo e quanto isso contribuiu para elevar a expectativa de vida mesmo em países pobres como o Brasil?
Uma nação que se negasse a pressionar Kruchev com o fim do mundo, na chamada crise dos mísseis cubanos, ou que se abstivesse de impor sua vontade a Bagdá teria feito o primeiro transplante de coração ou reproduzido, desta feita no éter, as grandes navegações do século XVI? Um Portugal ou uma Espanha que reconhecessem os valores dos “povos da floresta” teriam se lançado ao mar? Um líder que tivesse obedecido ao princípio senatorial e se deixado intimidar pelo Rubicão teria nos legado o direito romano como herança? A única nação com poder de dissuasão e de ataque forte o bastante para impor sua vontade deveria se eximir de fazê-lo como se o que existe — o seu poderio — devesse ainda reivindicar o estatuto de realidade de fato?
Reparem, leitores, não estou aqui a defender os Estados Unidos, muito menos o horror da guerra. Se tenho de matar uma barata, luto entre minha hesitação e sua repugnante rapidez. Ocorre que faz crer o antiamericanismo de ocasião, formado por verdadeiros “anticândidos” consumidos pela ignorância e pelos bons sentimentos, que rumamos para o pior dos mundos, para o abismo. Junto com Gibbon, apesar de tudo, convido-os a distinguir uma linha inextinguível de contínuo aprimoramento da civilização humana. Quando foi mesmo que a espécie viveu dias melhores? A saudade do que não tivemos, o Eldorado perdido, nem mesmo reacionária é. É só uma bobagem.
Sim, o mundo parece ser maior e mais complexo do que pode alcançar a compreensão de George W. Bush. O ataque ao Iraque, sem a clara concordância do Conselho de Segurança da ONU e por motivos comprovadamente mentirosos, jogou as nações num vazio jurídico. É tudo verdade. Mas Gibbon nos socorre e nos faz lembrar que a tragédia da vez pode ser uma quase aborrecida repetição de circunstâncias, preenchida com atores novos. É claro que isso não absolve os Estados Unidos de um ato imoral. Mas nem a guerra nem seus desdobramentos são julgados por tribunais morais, ainda que assim eles se queiram. Considero um imperativo ético que todos prefiramos a paz à guerra, desde que a primeira não seja a qualquer preço. Ameaças finalistas sempre semelham o apocalipse brandido por profetas de si mesmos.
Temos muito a aprender com aquela mesma América onde Tocqueville concluiu que os males da democracia se curavam com ainda mais democracia — e, quem sabe?, algo a ensinar. Sobre o antiamericanismo, crescente também por aqui, talvez nos cumprisse responder por que, tendo tão poucos motivos para nos identificar tanto com o “agressor” como com o “agredido”, escolhemos logo a “vítima”. Mas isso fica para outra hora.
* Originalmente publicado na revista BRAVO! nº 69, de junho de 2003. Integra o livro Contra o Consenso (Editora Barracuda)
Por Reinaldo Azevedo
domingo, 18 de setembro de 2011
Lula explica o Bolsa Esmola
"Olha, lamentavelmente, no Brasil, o voto não é ideológico. Lamentavelmente as pessoas não votam partidariamente. Lamentavelmente você tem uma parte da sociedade que pelo alto grau de empobrecimento ela é conduzia a pensar pelo estômago e não pela cabeça. É por isso que se distribui tanta cesta básica, é por isso que se distribui tanto ticket de leite por que isso é uma peça de troca em época de eleição. E, assim, você despolitiza o processo eleitoral".
Lula em 2000, candidato a presidente de plantão.
"Eu, um dia desses, Ciro [Gomes, ministro da Integração Nacional], estava em Cabedelo, na Paraíba, e tinha um encontro com os trabalhadores rurais, Manoel Serra [presidente da Contag - Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura], e um deles falava assim para mim: “Lula, sabe o que está acontecendo aqui, na nossa região? O povo está acostumado a receber muita coisa de favor. Antigamente, quando chovia, o povo logo corria para plantar o seu feijão, o seu milho, a sua macaxeira, porque ele sabia que ia colher, alguns meses depois. E, agora, tem gente que já não quer mais isso porque fica esperando o ‘vale-isso’, o ‘vale-aquilo’, as coisas que o Governo criou para dar para as pessoas.” Acho que isso não contribui com as reformas estruturais que o Brasil precisa ter para que as pessoas possam viver condignamente, às custas do seu trabalho. Eu sempre disse que não há nada mais digno para um homem e para uma mulher do que levantar de manhã, trabalhar e, no final do mês ou no final da colheita, poder comer às custas do seu trabalho, às custas daquilo que produziu, às custas daquilo que plantou. Isso é o que dá dignidade. Isso é o que faz as pessoas andarem de cabeça erguida. Isso é o que faz as pessoas aprenderem a escolher melhor quem é seu candidato a vereador, a prefeito, a deputado, a senador, a governador, a presidente da República. Isso é o que motiva as pessoas a quererem aprender um pouco mais."
Lula recém empossado em 2003.
"Ainda tem gente que critica o Bolsa Família. Eu acho normal. Eu atingi uma idade que eu não tenho mais o direito de me ofender com essas coisas. Alguns dizem assim: o Bolsa Família é uma esmola, é assistencialismo, é demagogia e vai por aí a fora. Tem gente tão imbecil, tão ignorante, que ainda fala ‘o Bolsa Família é para deixar as pessoas preguiçosas porque quem recebe não quer mais trabalhar’"
"Eu, um dia desses, Ciro [Gomes, ministro da Integração Nacional], estava em Cabedelo, na Paraíba, e tinha um encontro com os trabalhadores rurais, Manoel Serra [presidente da Contag - Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura], e um deles falava assim para mim: “Lula, sabe o que está acontecendo aqui, na nossa região? O povo está acostumado a receber muita coisa de favor. Antigamente, quando chovia, o povo logo corria para plantar o seu feijão, o seu milho, a sua macaxeira, porque ele sabia que ia colher, alguns meses depois. E, agora, tem gente que já não quer mais isso porque fica esperando o ‘vale-isso’, o ‘vale-aquilo’, as coisas que o Governo criou para dar para as pessoas.” Acho que isso não contribui com as reformas estruturais que o Brasil precisa ter para que as pessoas possam viver condignamente, às custas do seu trabalho. Eu sempre disse que não há nada mais digno para um homem e para uma mulher do que levantar de manhã, trabalhar e, no final do mês ou no final da colheita, poder comer às custas do seu trabalho, às custas daquilo que produziu, às custas daquilo que plantou. Isso é o que dá dignidade. Isso é o que faz as pessoas andarem de cabeça erguida. Isso é o que faz as pessoas aprenderem a escolher melhor quem é seu candidato a vereador, a prefeito, a deputado, a senador, a governador, a presidente da República. Isso é o que motiva as pessoas a quererem aprender um pouco mais."
Lula recém empossado em 2003.
"Ainda tem gente que critica o Bolsa Família. Eu acho normal. Eu atingi uma idade que eu não tenho mais o direito de me ofender com essas coisas. Alguns dizem assim: o Bolsa Família é uma esmola, é assistencialismo, é demagogia e vai por aí a fora. Tem gente tão imbecil, tão ignorante, que ainda fala ‘o Bolsa Família é para deixar as pessoas preguiçosas porque quem recebe não quer mais trabalhar’"
Lula em 2009, depois de se graduar grão-mestre em comprar votos, tanto do povo, com bolsa-esmola, quanto do congresso, com o mensalão.
Eu sou imbecil e ignorante mesmo.
Eu sou imbecil e ignorante mesmo.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Motos
Dica de direção ofensiva contra as motos: em velocidades superiores a 80km/h, ultrapasse a moto e depois ligue o esguicho por alguns segundos. Observe no retrovisor o motoqueiro esfregando a viseira do capacete e ria da cara dele. No trânsito da cidade, a dica é esperar o motoqueiro se posicionar ao seu lado, no semáforo. Aí é só usar o esguicho novamente e o limpador de parabrisa deve jogar alguma água nele, obtendo efeito parecido. Contribua para livrar o trânsito dessas pragas de duas rodas.
sábado, 20 de agosto de 2011
Internet fora do ar
Hoje mais cedo o Velox ficou fora do ar. Por isso eu achei que seria uma boa hora de trocar um pouco da água do aquário. O Velox continuou fora do ar, então achei que o aquário estava muito sujo e resolvi trocar toda a água. Quando fui encher o aquário de novo, derramei água na minha poltrona. A água do aquário ficou com uma aparência esbranquiçada e mais turva que antes. Depois tive a ideia de usar um secador de cabelo para secar a poltrona. O calor foi muito e chamuscou o tecido da poltrona, deixando ele encrespado. Tudo isso porque a Oi deixou o Velox ficar fora do ar.
sábado, 30 de julho de 2011
Lendário
Loco Abreu sendo entrevistado após o jogo contra o Cruzeiro hoje, no qual deu a vitória ao Botafogo por 1x0, é chamado de Herrera por um repórter desavisado. A resposta já nasce um clássico.
Camarões
Sempre critiquei a tradução Camarões para o país africano Cameroon, do jogador Roger Milla (foto), sem nunca ter feito uma pesquisa rápida. Apenas sabia que Cameroon não é Camarões em inglês. Hoje, por curiosidade, resolvi investigar o nome Cameroon e descobri que trata-se de uma derivação de Camarões, pois os exploradores portugueses no século XV encontraram tantos camarões na região que a batizaram de Rio dos Camarões. Que vergonha pra mim, fazendo críticas infundadas aos portugueses por conta da tradução, sendo que na verdade eles é que batizaram o país.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Pontas famosas na trilogia Um Tira da Pesada
Em "Um Tira da Pesada", procure por Damon Wayans, famoso pela série "Eu, a Patroa e as Crianças".
Em "Um Tira da Pesada II", procure por Chris Rock, comediante americano que, entre outras coisas, é o criador da série "Todo Mundo Odeia o Chris".
Em "Um Tira da Pesada III", procure por George Lucas, criador de Guerra nas Estrelas.
Em "Um Tira da Pesada II", procure por Chris Rock, comediante americano que, entre outras coisas, é o criador da série "Todo Mundo Odeia o Chris".
Em "Um Tira da Pesada III", procure por George Lucas, criador de Guerra nas Estrelas.
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Thomas
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sábado, 16 de julho de 2011
quarta-feira, 13 de julho de 2011
De sua formosura
| Chico Buarque & Airton Barbosa - De sua formosura.mp3 | ||
| | ||
| Found at bee mp3 search engine |
Adaptação de Chico Buarque do poema do post anterior
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Eliot nasceu
—— De sua formosura
já venho dizer:
é um menino magro,
de muito peso não é,
mas tem o peso de homem,
de obra de ventre de mulher.
já venho dizer:
é um menino magro,
de muito peso não é,
mas tem o peso de homem,
de obra de ventre de mulher.
—— De sua formosura
deixai-me que diga:
é uma criança pálida,
é uma criança franzina,
mas tem a marca de homem,
marca de humana oficina.
deixai-me que diga:
é uma criança pálida,
é uma criança franzina,
mas tem a marca de homem,
marca de humana oficina.
—— Sua formosura
deixai-me que cante:
é um menino guenzo
como todos os desses mangues,
mas a máquina de homem
já bate nele, incessante.
deixai-me que cante:
é um menino guenzo
como todos os desses mangues,
mas a máquina de homem
já bate nele, incessante.
—— Sua formosura
eis aqui descrita:
é uma criança pequena,
enclenque e setemesinha,
mas as mãos que criam coisas
nas suas já se adivinha.
—— De sua formosura
deixai-me que diga:
é belo como o coqueiro
que vence a areia marinha.
eis aqui descrita:
é uma criança pequena,
enclenque e setemesinha,
mas as mãos que criam coisas
nas suas já se adivinha.
—— De sua formosura
deixai-me que diga:
é belo como o coqueiro
que vence a areia marinha.
—— De sua formosura
deixai-me que diga:
belo como o avelós
contra o Agreste de cinza.
deixai-me que diga:
belo como o avelós
contra o Agreste de cinza.
—— De sua formosura
deixai-me que diga:
belo como a palmatória
na caatinga sem saliva.
deixai-me que diga:
belo como a palmatória
na caatinga sem saliva.
—— De sua formosura
deixai-me que diga:
é tão belo como um sim
numa sala negativa.
—— é tão belo como a soca
que o canavial multiplica.
deixai-me que diga:
é tão belo como um sim
numa sala negativa.
—— é tão belo como a soca
que o canavial multiplica.
—— Belo porque é uma porta
abrindo-se em mais saídas.
abrindo-se em mais saídas.
—— Belo como a última onda
que o fim do mar sempre adia.
que o fim do mar sempre adia.
—— é tão belo como as ondas
em sua adição infinita.
—— Belo porque tem do novo
a surpresa e a alegria.
em sua adição infinita.
—— Belo porque tem do novo
a surpresa e a alegria.
—— Belo como a coisa nova
na prateleira até então vazia.
na prateleira até então vazia.
—— Como qualquer coisa nova
inaugurando o seu dia.
inaugurando o seu dia.
—— Ou como o caderno novo
quando a gente o principia.
—— E belo porque o novo
todo o velho contagia.
quando a gente o principia.
—— E belo porque o novo
todo o velho contagia.
—— Belo porque corrompe
com sangue novo a anemia.
com sangue novo a anemia.
—— Infecciona a miséria
com vida nova e sadia.
com vida nova e sadia.
—— Com oásis, o deserto,
com ventos, a calmaria.
com ventos, a calmaria.
João Cabral de Melo Neto em "Morte e Vida Severina"
sexta-feira, 8 de julho de 2011
domingo, 3 de julho de 2011
Governo da Bahia revive Raul Seixas
Por Tiago Piñeiro Martins
"Prefiro ser essa metamorfose ambulante; Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo; Eu quero dizer agora o oposto do que eu disse antes..."
Mais parece uma homenagem póstuma, daquele soteropolitano que é internacionalmente conhecido como "pai do rock brasileiro"! Assim que eu vejo o atual governo da Bahia. Mas, a falta de memória de outrora, se pode hoje recorrer aos sistemas de "buscas" da Internet para comparar o que se foi dito e defendido no passado, e as atitudes do presente; seria mais ou menos o que Raul Seixas dizia em sua música "dizer agora o oposto do que disse antes" ou ainda mais "fazer agora o que criticava quando outros faziam antes".
Lembro o tumulto que os parlamentares e lideranças do PT fizeram quando a Concessionária Litoral Norte (CLN) colocou o pedágio na Estrada do Coco. 'Era um absurdo, estavam tirando o direito de livre circulação do cidadão'. Anos depois, em 2006, o próprio PT sai da oposição e chega ao Governo do Estado. Parecia ser uma oportunidade para consertar tudo aquilo que estava errado, pelo menos na visão petista, já que na oposição sempre criticava veementemente. Mas não, não foi isso que aconteceu! O que vemos hoje é um coletivo de pedágios, mas muitos, muitos mesmo; só para ilustrar podemos falar de Salvador a Feira de Santana, o acesso que liga as duas maiores cidades da Bahia possuem dois pedágios, ou seja o cidadão paga por duas vezes para se deslocar nos 108 quilômetros que ligam a capital à Princesa do Sertão. Outro exemplo que b em ilustra os pedágios na Bahia é o município de Camaçari, onde o prefeito Luis Caetano também é do PT e a cidade virou uma "ilha pedagiada", ninguém sai ou entra sem passar pelas cancelas do pedágio.
Antes fossem apenas os pedágios. Eles também gritavam, protestavam quando os trabalhadores, em greve, eram ameaçados de terem os dias parados descontados em seus vencimentos. Mas o que vimos este ano foi o governo cortando os dias de greve dos salários dos professores das universidades estaduais, e mesmo tendo uma decisão da desembargadora Dra. Deise Lago Ribeiro, que concedeu liminar favorável para que os pagamentos dos salários, cortados ilegalmente com 21 dias de greve, fossem pagos em até cinco dias úteis, o governo Jaques Wagner recorreu ao STF, onde o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cézar Peluzo, negou o pedido do Governo do Estado. Isso mostra que o PT não tem mais "aquela velha opinião" e que estando no poder é muito mais cômodo "ser essa metamorfose ambulante".
Outro fato curioso foi a declaração do governador Jaques Wagner no cortejo do 2 de Julho deste ano: "nenhum homem é maior que a saga do 2 de Julho", fazendo referência a substituição do nome do Aeroporto Internacional de Salvador de 2 de Julho para Deputado Luís Eduardo Magalhães". Sem querer entrar no mérito da importância da data ou do deputado para história da Bahia, ficando apenas no limite da "nova opinião em formação", quero apenas lembrar o fato que o próprio Wagner, quando era deputado federal votou a favor da troca do nome! Por que ele, enquanto parlamentar federal não impediu a substituição, ou pelo menos votou contra, para registrar a importância histórica da data?
Até mesmo os antigos oponentes, hoje são os mais novos aliados; aqueles que o PT criticavam, hoje fazem parte da nova gestão, o que o Raul já previa ao cantar que "se hoje eu te odeio; amanhã lhe tenho amor".
Parece-me que o "maluco beleza" há décadas cantava o que viria a ser a atualidade do Governo da Bahia, que "hoje eu sou estrela".
* Tiago Piñeiro Martins é licenciado em Pedagogia. Atualmente exerce a função de gestor executivo da União de Vereadores da Bahia.
Replicado do Blog Demais
"Prefiro ser essa metamorfose ambulante; Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo; Eu quero dizer agora o oposto do que eu disse antes..."
Mais parece uma homenagem póstuma, daquele soteropolitano que é internacionalmente conhecido como "pai do rock brasileiro"! Assim que eu vejo o atual governo da Bahia. Mas, a falta de memória de outrora, se pode hoje recorrer aos sistemas de "buscas" da Internet para comparar o que se foi dito e defendido no passado, e as atitudes do presente; seria mais ou menos o que Raul Seixas dizia em sua música "dizer agora o oposto do que disse antes" ou ainda mais "fazer agora o que criticava quando outros faziam antes".
Lembro o tumulto que os parlamentares e lideranças do PT fizeram quando a Concessionária Litoral Norte (CLN) colocou o pedágio na Estrada do Coco. 'Era um absurdo, estavam tirando o direito de livre circulação do cidadão'. Anos depois, em 2006, o próprio PT sai da oposição e chega ao Governo do Estado. Parecia ser uma oportunidade para consertar tudo aquilo que estava errado, pelo menos na visão petista, já que na oposição sempre criticava veementemente. Mas não, não foi isso que aconteceu! O que vemos hoje é um coletivo de pedágios, mas muitos, muitos mesmo; só para ilustrar podemos falar de Salvador a Feira de Santana, o acesso que liga as duas maiores cidades da Bahia possuem dois pedágios, ou seja o cidadão paga por duas vezes para se deslocar nos 108 quilômetros que ligam a capital à Princesa do Sertão. Outro exemplo que b em ilustra os pedágios na Bahia é o município de Camaçari, onde o prefeito Luis Caetano também é do PT e a cidade virou uma "ilha pedagiada", ninguém sai ou entra sem passar pelas cancelas do pedágio.
Antes fossem apenas os pedágios. Eles também gritavam, protestavam quando os trabalhadores, em greve, eram ameaçados de terem os dias parados descontados em seus vencimentos. Mas o que vimos este ano foi o governo cortando os dias de greve dos salários dos professores das universidades estaduais, e mesmo tendo uma decisão da desembargadora Dra. Deise Lago Ribeiro, que concedeu liminar favorável para que os pagamentos dos salários, cortados ilegalmente com 21 dias de greve, fossem pagos em até cinco dias úteis, o governo Jaques Wagner recorreu ao STF, onde o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cézar Peluzo, negou o pedido do Governo do Estado. Isso mostra que o PT não tem mais "aquela velha opinião" e que estando no poder é muito mais cômodo "ser essa metamorfose ambulante".
Outro fato curioso foi a declaração do governador Jaques Wagner no cortejo do 2 de Julho deste ano: "nenhum homem é maior que a saga do 2 de Julho", fazendo referência a substituição do nome do Aeroporto Internacional de Salvador de 2 de Julho para Deputado Luís Eduardo Magalhães". Sem querer entrar no mérito da importância da data ou do deputado para história da Bahia, ficando apenas no limite da "nova opinião em formação", quero apenas lembrar o fato que o próprio Wagner, quando era deputado federal votou a favor da troca do nome! Por que ele, enquanto parlamentar federal não impediu a substituição, ou pelo menos votou contra, para registrar a importância histórica da data?
Até mesmo os antigos oponentes, hoje são os mais novos aliados; aqueles que o PT criticavam, hoje fazem parte da nova gestão, o que o Raul já previa ao cantar que "se hoje eu te odeio; amanhã lhe tenho amor".
Parece-me que o "maluco beleza" há décadas cantava o que viria a ser a atualidade do Governo da Bahia, que "hoje eu sou estrela".
* Tiago Piñeiro Martins é licenciado em Pedagogia. Atualmente exerce a função de gestor executivo da União de Vereadores da Bahia.
Replicado do Blog Demais
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Thomas
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sábado, 2 de julho de 2011
Hino ao dois de julho
Nasce o sol a dois de julho
Brilha mais que no primeiro
É sinal que neste dia
Até o sol é brasileiro.
Nunca mais o despotismo
Regerá nossas ações
Com tiranos não combinam
Brasileiros corações.
Salve, oh! Rei da Campinas
De Cabrito e Pirajá
Nossa pátria hoje livre
Dos tiranos não será.
Nunca mais o despotismo
Regerá nossas ações
Com tiranos não combinam
Brasileiros corações.
Cresce, oh! Filho de minha alma
Para a pátria defender
O Brasil já tem jurado
Independência ou morrer.
domingo, 26 de junho de 2011
Comparativo educacional Lula x FHC
1 - Lula afirma por aí ter criado 13 universidades federais. É mentira! Com boa vontade, pode-se afirmar que criou apenas seis; com rigor, quatro. Por quê? A maioria das instituições que ele chama “novas universidades” nasceu de meros rearranjos de instituições, marcados por desmembramentos e fusões. Algumas universidades “criadas” ainda estão no papel. E isso, que é um fato, está espelhado nos números, que são do Ministério da Educação;
2 - Poucos sabem, certa imprensa não diz, mas o fato é que a taxa média de crescimento de matrículas nas universidades federais entre 1995 e 2002 (governo FHC) foi de 6% ao ano, contra 3,2% entre 2003 e 2008 - seis anos de mandato de Lula;
3 - Só no segundo mandato de FHC, entre 1998 e 2003, houve 158.461 novas matrículas nas universidades federais, contra 76.000 em seis anos de governo Lula (2003 a 2008);
4 - Nos oito anos de governo FHC, as vagas em cursos noturnos, nas federais, cresceram 100%; entre 2003 e 2008, 15%;
5 - Sabem o que cresceu para valer no governo Lula? As vagas ociosas em razão de um planejamento porco. Eu provo: em 2003, as federais tiveram 84.341 formandos; em 2008, 84.036;
6 - O que aumentou brutalmente no governo Lula foi a evasão: as vagas ociosas passaram de 0,73% em 2003 para 4,35% em 2008. As matrículas trancadas, desligamentos e afastamentos saltaram de 44.023 em 2003 para 57.802 em 2008;
7 - Sim, há mesmo a preocupação de exibir números gordos. Isso faz com que a expansão das federais, dada como se vê acima, se faça à matroca. Erguem-se escolas sem preocupação com a qualidade e as condições de funcionamento, o que leva os estudantes a desistir do curso. A Universidade Federal do ABC perdeu 42% dos alunos entre 2006 e 2009.
8 - Também cresceu espetacularmente no governo Lula a máquina “companheira”. Eram 62 mil os professores das federais em 2008 - 35% a mais do que em 2002. O número de alunos cresceu apenas 21% no período;
2 - Poucos sabem, certa imprensa não diz, mas o fato é que a taxa média de crescimento de matrículas nas universidades federais entre 1995 e 2002 (governo FHC) foi de 6% ao ano, contra 3,2% entre 2003 e 2008 - seis anos de mandato de Lula;
3 - Só no segundo mandato de FHC, entre 1998 e 2003, houve 158.461 novas matrículas nas universidades federais, contra 76.000 em seis anos de governo Lula (2003 a 2008);
4 - Nos oito anos de governo FHC, as vagas em cursos noturnos, nas federais, cresceram 100%; entre 2003 e 2008, 15%;
5 - Sabem o que cresceu para valer no governo Lula? As vagas ociosas em razão de um planejamento porco. Eu provo: em 2003, as federais tiveram 84.341 formandos; em 2008, 84.036;
6 - O que aumentou brutalmente no governo Lula foi a evasão: as vagas ociosas passaram de 0,73% em 2003 para 4,35% em 2008. As matrículas trancadas, desligamentos e afastamentos saltaram de 44.023 em 2003 para 57.802 em 2008;
7 - Sim, há mesmo a preocupação de exibir números gordos. Isso faz com que a expansão das federais, dada como se vê acima, se faça à matroca. Erguem-se escolas sem preocupação com a qualidade e as condições de funcionamento, o que leva os estudantes a desistir do curso. A Universidade Federal do ABC perdeu 42% dos alunos entre 2006 e 2009.
8 - Também cresceu espetacularmente no governo Lula a máquina “companheira”. Eram 62 mil os professores das federais em 2008 - 35% a mais do que em 2002. O número de alunos cresceu apenas 21% no período;
9 - No governo FHC, a relação aluno por docente passou de 8,2 para 11,9 em 2003. No governo Lula, caiu para 10,4 (2008). É uma relação escandalosa! Nas melhores universidades americanas, a relação é de, no mínimo, 16 alunos por professor. Lula transformou as universidades federais numa máquina de empreguismo.
10 - Cresceu o número de analfabetos no país sob o governo Lula - e eu não estou fazendo graça ou uma variante do trocadilho. Os números estão estampados no PNAD (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios), do IBGE. No governo FHC, a redução do número de analfabetos avançou num ritmo de 0,5% ao ano; na primeira metade do governo Lula, já caiu a 0,35% - E FOI DE APENAS 0,1% ENTRE 2007 E 2008. Sabem o que isso significa? Crescimento do número absoluto de analfabetos no país. Fernando Haddad sabe que isso é verdade, não sabe? O combate ao analfabetismo é uma responsabilidade federal. Em 2003, o próprio governo lançou o programa “Brasil Alfabetizado” como estandarte de sua política educacional. Uma dinheirama foi transferida para as ONGs sem resultado - isso a imprensa noticiou. O MEC foi deixando a coisa de lado e acabou passando a tarefa aos municípios, com os resultados pífios que se vêem.
Por Reinaldo Azevedo
10 - Cresceu o número de analfabetos no país sob o governo Lula - e eu não estou fazendo graça ou uma variante do trocadilho. Os números estão estampados no PNAD (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios), do IBGE. No governo FHC, a redução do número de analfabetos avançou num ritmo de 0,5% ao ano; na primeira metade do governo Lula, já caiu a 0,35% - E FOI DE APENAS 0,1% ENTRE 2007 E 2008. Sabem o que isso significa? Crescimento do número absoluto de analfabetos no país. Fernando Haddad sabe que isso é verdade, não sabe? O combate ao analfabetismo é uma responsabilidade federal. Em 2003, o próprio governo lançou o programa “Brasil Alfabetizado” como estandarte de sua política educacional. Uma dinheirama foi transferida para as ONGs sem resultado - isso a imprensa noticiou. O MEC foi deixando a coisa de lado e acabou passando a tarefa aos municípios, com os resultados pífios que se vêem.
Por Reinaldo Azevedo
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sábado, 25 de junho de 2011
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