quarta-feira, 30 de março de 2011

Bolsonaro

Bolsonaro é perfeito para que os esquerdistas adotem a falácia do espantalho. Sem mais.

sexta-feira, 25 de março de 2011

A Doutrina Obama


A Doutrina Obama se resume a ser pego com a guarda baixa por acontecimentos internacionais, emitir inúmeros avisos retóricos que soam bem, e esperar que alguma outra pessoa faça algo, pois o presidente está muito ocupado ligando pra alguém para fazer algo pela qualidade da educação americana, que está bem na frente das pesquisas que as relações internacionais. A primeira vítima da Doutrina Obama foi a Tunísia, e o Egito veio logo em seguida. Agora ao que parece o governo Sírio, do ditador Bashar al-Assad, ex-oftalmologista, será o próximo alvo dos avisos retóricos de Obama, depois que agentes sírios começaram a matar manifestantes.
Os avisos presidenciais não tiveram o efeito desejado até o momento no cara mau da vez, Muamar Kadafi. Assim, o conselho de segurança da ONU passou uma resolução para que os aliados dessem um jeito na Líbia. Uma pena que fizeram isso apenas três semanas depois do momento em que tal atitude fizesse alguma diferença. Os aliados impuseram uma zona de exclusão aérea na maior parte da Líbia, o que produziu fantásticas imagens de jatos superarmados decolando e mísseis tomahawk que custam um milhão e meio de dólares rugindo de dentro dos compartimentos dos navios.
Por sorte, a guerra causou apenas um leve distúrbio na viagem turística de 5 dias à América do Sul há muito planejada, de toda a família Obama, incluindo a Vovó Robinson e sua amiga de Chicago.
A alegada preocupação da ONU foi o fato de Kadafi ter dito que sairia por aí matando os seus inimigos revoltosos, uma atividade muito popular entre os ditadores truculentos em vários locais do mundo, por séculos. Nas palavras de Obama:

Onde quer que um ditador truculento esteja ameaçando seu povo, e dizendo que não mostrará piedade e que irá de porta em porta caçando as pessoas, e nós tenhamos a capacidade sob jurisdição internacional de fazer algo, eu acho que é de interesse dos Estados Unidos fazer algo.


Infelizmente, parece que Kadafi pretende realizar as suas ameaças a pé, então, estar impedido de voar de casa em casa não tem nenhum efeito prático. Até agora, os tanques de Kadafi parecem estar indo muito bem contra os rebeldes destreinados em cima de pickups.
O Prêmio Nobel da Paz ainda não conseguiu esclarecer aos cidadãos americanos o porque de uma guerra agora contra um malvado que já tem sido malvado há quatro décadas. Os americanos estão particularmente confusos por conta de um discurso do então senador estadual Obama, em 2002, no qual ele exortava contra as intervenções nos assuntos de outros países, para depor um ditador que matou milhares do seu próprio povo durante muitos anos. Os americanos não têm o mesmo espírito dos brasileiros, que vêem os políticos mudar de ideia ao assumir o poder e encaram com naturalidade. Questionam o fato de Obama se opor a esse tipo de interferência quando ela era endossada pelo congresso e realizada por um presidente republicano cujo nome eu não me lembro neste momento.
A guerra do Iraque aconteceu, apesar do desejo do senador estadual. O regime foi trocado e Saddam Hussein foi enforcado. Infelizmente, houve ainda muitas lutas entre soldados americanos e cidadãos americanos. As coisas não iam muito bem em 2007, quando aquele presidente que esqueci o nome, republicano, ordenou o envio de mais tropas para desbaratar os insurgentes. O ex-senador-estadual-agora-senador-federal pareceu se opor a ação também, dizendo que ele tinha certeza que só agravaria a violência e o Iraque ia desmoronar.
Entretanto, o envio de tropas funcionou. Então, há 13 meses, o ex-senador-agora-vice-presidente Joe Biden, que queria dividir o Iraque em três, pois não tinha nenhuma esperança em unidade nacional, foi à CNN e contou ao Larry King que a unificação do Iraque havia se tornado uma das maiores conquistas de Obama como presidente.
Tendo se oposto ao incremento das tropas em 2007, que não funcionaria, mas funcionou, Obama ordenou não apenas um, mas dois incrementos no Afeganistão em 2009, porque nenhum exército estrangeiro teve uma vitória duradoura naquele território.
Agora Obama mandou a senhora Clinton avisar ao mundo que os Estados Unidos não tomaram conta da zona de exclusão aérea na Líbia, pois, por ser a única superpotência que resta no mundo, passarão o comando para a OTAN.
Que é comandada por um americano.
Agora, tudo está esclarecido.

Adaptado do jornal Los Angeles Times.

terça-feira, 22 de março de 2011

Quando falar mal é unanimidade - burra, na nossa opinião

Publicamos hoje aqui o artigo do jornalista Alon Feuerwerker, do Correio Braziliense, que faz uma excelente análise sobre nosso partido e o cenário político. 

A política é um campo fértil para deformações históricas. A maneira bonita de dizer isso é o velho ditado de que a História é escrita pelos vencedores. Mas um detalhe costuma escapar ao discurso do dia a dia. Se a política deforma a visão dos fatos a posteriori, o tempo acaba atuando para pôr as coisas no lugar. O tempo é mais forte".

Estes dias, o Democratas reorganizou sua direção nacional em meio a uma crise braba. A crise dele é problema do DEM, mas um detalhe chama a atenção na maneira como o partido nascido do PFL costuma ser tratado. Virou o "herdeiro da Arena", a Aliança Renovadora Nacional, sigla que deu sustentação ao regime nos anos da ditadura.

Na passagem dos anos 1970 para os 1980, quando a ditadura promoveu uma reforma partidária para dividir a oposição aglutinada em torno do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), a Arena mudou de nome para Partido Democrático Social (PDS).

Na sucessão do último presidente militar, João Figueiredo, o PDS dividiu-se. Um pedaço, a Frente Liberal, rompeu e decidiu apoiar Tancredo Neves (PMDB, herdeiro do MDB) na eleição indireta de 1985. Foi um gesto de coragem. Esse pedaço depois formaria o PFL, Partido da Frente Liberal. Que agora é DEM.

Ou seja, o DEM é herdeiro dos que, na hora decisiva, romperam com a ditadura. Os que ficaram no PDS e apoiaram Paulo Maluf contra Tancredo mudaram depois o nome do partido, algumas vezes.

Hoje ele é o PP, Partido Progressista, que está na base do governo Dilma Rousseff, como esteve no apoio a Luiz Inácio Lula da Silva.

O DEM é mesmo um herdeiro da Arena, vem da costela que certa hora deixou o campo autoritário e permitiu uma transição institucional para a democracia. 

Tem gente que acha bom Tancredo ter sido eleito no colégio eleitoral. E reconhece o papel positivo da Frente Liberal naquele momento. Eu estou entre essas pessoas. Mas também teve gente que preferia outro resultado. O Brasil estaria hoje melhor se Maluf tivesse vencido Tancredo na eleição indireta?

Cada um responde pela sua biografia, é razoável que o DEM responda pela dele, mas é curioso que a legenda carregue sozinha o fardo, só por estar na oposição. Tecnicamente, o PP é o herdeiro mais puro de quem permaneceu ao lado do autoritarismo até o fim. Como apoia o PT, foi "anistiado".

O que não tem hoje grande importância. O PP atual pouco ou nada tem a ver com aquele PDS. A começar do presidente do partido, senador Francisco Dornelles (RJ), ministro da Fazenda do governo nomeado por Tancredo e assumido por José Sarney no impedimento do titular.

O PT explora bem a demonização do DEM (sem trocadilho), pois é um instrumento da luta política. E o PSDB nunca escondeu o incômodo de ter que se aliar a um partido de direita, como o DEM.

Um sintoma de que os tucanos têm o sectarismo do PT, mas não o pragmatismo. Talvez os resultados políticos e eleitorais dos anos mais recentes tenham algo a ver com isso.

A expressão rodrigueana de que toda unanimidade é burra carrega uma falha conhecida, pois de tão unânime ela própria traz o risco da burrice.

Falar mal do DEM virou unanimidade. Se é burra ou não, o tempo dirá. Eu prefiro esperar para ver no que vai dar.

É um partido liberal, que no Brasil é sinônimo de direita. Vai mal das pernas pois o vento sopra contra. Quando o vento virar, e sempre vira, talvez esteja posicionado para pegar a nova onda. Ou talvez não.

Mas tem campo para trabalhar. Há um centro e uma direita liberais para serem politicamente trabalhados. Os primeiros passos da administração Dilma mostram preocupação do PT com essa variável.


Fonte: www.juventudedemocratas.org.br

segunda-feira, 21 de março de 2011

Kadafi subterrâneo

A resposta de Kadafi à chuva de mísseis e bombardeio aéreo foi via telefone. A voz do coronel maluco foi ouvida na rede de TV estatal Líbia jurando distribuir armamento a todos os líbios e transformar o mediterrâneo numa zona de guerra.
O coronel sumiu de vista e se escondeu nos subterrâneos depois de cancelar um discurso para governistas que estava agendado no complexo Bab al-Azizia no centro de Trípoli, domingo à noite.
O anúncio da chuva de bombas e mísseis causou a primeira rachadura na confiança da multidão, que jurara morrer junto com o líder, mas fugiram rapidamente.
A fala de Kadafi na TV era beligerante. "Não deixaremos nosso petróleo para os Estados Unidos ou para a França ou Inglaterra ou qualquer estado cristão que se unem contra nós", ele disse. "Não deixaremos nossa terra. Nós lutaremos por cada polegada de nossa terra e iremos libertá-la." Foi dito que o governo líbio estava distribuindo armas para um milhão de cidadãos, homens e mulheres, numa preparação para a última tentativa de defesa do regime. "Agora os arsenais estão sendo abertos e todos os líbios estão armados", disse o Cel. Kadafi.
Para comparação, ele disse que os líderes da Inglaterra, França e Estados Unidos estavam agindo como ditadores fascistas e "irão cair como Hitler caiu, Napoleão caiu e Mussolini caiu. Todos os tiranos caem esmagados pelos pés do povo."
O regime de Kadafi não faz segredo sobre sua disposição de usar civis como escudos humanos contra o bombardeio aéreo. Antes da chuva de bombas, os partidários de Kadafi estavam estridentemente confiantes. Havia um cartaz que dizia "Estamos esperando vocês. Os peixes também". Implicando que os caças que cruzassem a Líbia encontrariam um fim trágico no Mediterrâneo. Outros cartazes faziam alusão ao colonialismo europeu que nunca mais voltaria à Líbia. A multidão dançava ao som de raps de confronto que diziam: Desinfete todos os cômodos, limpe os germes onde quer que eles estejam.
No entanto, toda a organização acabou tendo efeito negativo, pois a primeira bateria de bombas demonstrou que a lealdade dos líbios ao atual regime não é incondicional como se fazia supor. Um dos observadores afirmou que o suporte ao coronel custava dez dinares.

Com informações do The Telegraph

sábado, 19 de março de 2011

50 fatos sobre Obama


Cinquenta fatos sobre o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que você pode não saber. Extraído do jornal britânico The Telegraph:

- Coleciona gibis de Conan, O Bárbaro e do Homem-Aranha
- Tinha o apelido de "O'Bomba" (O'Bomber) no ensino médio, por suas habilidades no basquetebol
- O nome significa "aquele que é abençoado", na língua suaíli, idioma Bantu
- Sua refeição favorita é o linguini de camarão feito por sua esposa Michelle
- Ele ganhou um Grammy em 2006 pela versão em áudio do seu livro de memórias, Dreams From My Father (Sonhos de Meu Pai)
- Ele é canhoto - o sexto presidente canhoto do pós-guerra
- Ele leu todos os livros do Harry Potter
- Ele tem um par de luvas de boxe vermelhas autografadas por Muhammad Ali
- Ele trabalhou numa sorveteria Baskin-Robbins quando era adolescente e agora não suporta sorvete
- O seu lanche favorito é barra de proteína de chocolate com amedoim
- Já comeu carne de cachorro, carne de cobra e gafanhoto assado quando vivia na Indonésia
- Fala espanhol
- Na campanha presidencial ele se recusava a assistir à CNN e preferia assistir a canais esportivos
- A bebida favorita é o chá gelado da marca Black Forest Berry
- Ele prometeu a Michelle que iria parar de fumar antes de concorrer à presidência - não parou
- Ele tinha um macaco de estimação chamado Tata quando vivia na Indonésia
- Ele consegue levantar 90 quilos no supino
- Era conhecido como Barry até a universidade, quando pediu a todos que fosse chamado pelo seu nome completo
- Seu livro favorito é Moby Dick, de Herman Melville
- Ele visitou a cidade de Wokingham, na Inglaterra, em 1996, para a festa de despedida de solteiro do noivo da sua meia-irmã, mas se retirou quando uma stripper chegou ao local
- A escrivaninha no seu gabinete no Senado pertenceu a Robert Kennedy
- Ele e Michelle ganharam 4,2 milhões de dólares no ano de 2007, a maior parte proveniente da venda de livros
- Seus filmes favoritos são Casablanca e Um Estranho no Ninho
- Ele leva consigo, para dar sorte, uma pequena reprodução da estátua Madonna and Child, de Rosso Fiorentino e um bracelete que pertenceu a um soldado no Iraque.
- Ele se inscreveu para aparecer num calendário de pin-ups negras enquanto estava em Harvard, mas foi rejeitado pelo comitê de mulheres
- Em termos de música, seus favoritos são Miles Davis, Bob Dylan, Bach e The Fugees
- Ele levou Michelle para assistir ao filme de Spike Lee, Faça a Coisa Certa, no primeiro encontro
- Ele adora jogar scrabble e pôquer.
- Não bebe café e raramente bebe álcool
- Teria gostado de ser um arquiteto, se não fosse político
- Na adolescência, usou drogas como maconha e cocaína
- As ambições de suas filhas são ir a Yale e se transformar numa atriz (Malia, 10) e cantar e dançar (Sasha, 7)
- Ele odeia a moda adolescente de calças caídas que deixam o traseiro de fora
- Ele pagou o seu crédito estudantil apenas quatro anos atrás, depois de assinar o contrato de publicação de seu livro
- Sua casa em Chicago tem quatro lareiras
- A madrinha da filha Malia é a filha de Jesse Jackson, Santita
- Ele diz que seu pior hábito é checar constantemente seu BlackBerry
- Usa um laptop Apple Mac
- Dirige um Ford Escape Hybrid, deixando de lado o beberrão Chrysler 300
- Ele veste ternos Hart Schaffner Marx, de mil e quinhentos dólares
- Possui quatro pares de sapatos pretos idênticos, tamanho 43
- Corta o cabelo uma vez por semana com seu barbeiro Zariff, de Chicago, que cobra 21 dólares
- Seus programas de TV favoritos são Mash e The Wire
- Recebeu o codinome "Renegado" pelos seus encarregados no Serviço Secreto
- Foi apelidado "Bar" pela sua falecida avó
- Planeja instalar uma quadra de basquetebol no terreno da Casa Branca
- Seu artista favorito é Pablo Picasso
- Sua especialidade culinária é chilli
- Já disse que muitos dos seus amigos na Indonésia eram meninos de rua
- Mantém em sua escrivaninha a escultura de uma mão de madeira segurando um ovo, um símbolo queniano que representa a fragilidade da vida
- Seu falecido pai era um economista sênior do governo queniano.

Fonte.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Jornalista paraibana analisa o carnaval


Hoje é quarta-feira de fogo, mas eu não vejo a hora de chegar a quarta-feira de cinzas.
Não, não é que eu seja inimiga do carnaval. Inclusive já brinquei muito: em clubes, nas prévias, nos blocos.... fui até à Olinda em plena terça-feira de carnaval... Portanto, vou falar com conhecimento de causa.
E, como um véu que se descortina, como uma máscara que cai, gostaria de revelar algumas verdades que encontrei por trás da fantasia do carnaval.
A primeira delas: o brasileiro adora carnaval.
Não acredito. Na paraíba, por exemplo, o maior bloco de arrasto disse ter registrado cerca de 400 mil foliões no desfile do ano passado. Mas, a população paraibana conta com mais de 3 milhões e 600 mil cidadãos.
Portanto, a maioria da povo não foi para a rua ou por que não gosta de carnaval ou por que não se reconhece mais nessa festa dita popular.
Segunda falsa verdade: o carnaval é uma festa genuinamente brasileira.
Não, não é. O carnaval, tal como o conhecemos, surgiu na Europa, durante a era vitoriana, e se espalhou pelo mundo afora, adaptando-se a outras culturas.
Terceira falsa verdade: É uma festa popular.
Balela! O carnaval virou negócio – dos ricos. Que o digam os camarotes VIP, as festas privadas e os abadás caríssimos, chamados "passaportes da alegria".
E quem não tem dinheiro para comprar aquele roupinha colorida não tem, também, o direito de ser feliz??? Tem não.
E aqui, na Paraíba, onde se comemoram as prévias não é muito diferente. A maioria dos blocos vive às custas do poder público e nenhuma atração sobe em um trio elétrico para divertir o povo só por ser, o carnaval, uma festa democrática.
Milhões de reais são pagos a artistas da terra e fora dela para garantir o circo a uma população miserável que não tem sequer o pão na mesa.
Muitas coisas, hoje, me revoltam no carnaval.
Uma delas é ouvir a boa música ser calada à força por "hits" do momento como o "Melô da Mulher Maravilha", e similares que eu nem ouso citar.
Fico indignada quando vejo a quantidade de ambulâncias disponibilizadas num desfile de carnaval para atender aos bêbados de plantão e valentões que se metem em brigas e quebra quebra.
Onde estão essas mesmas ambulâncias quando uma mãe de família precisa socorrer um filho doente? Quando um trabalhador está enfartando? Quando um idoso no interior precisa se deslocar de cidade para se submeter a um exame?
Me revolto em ver que os policiais estão em peso nas festas para garantir a ordem durante o carnaval, e, no dia a dia, falta segurança para o cidadão de bem exercitar o direito de ir e vir.
Mas o carnaval é uma festa maravilhosa! Dizem até que faz girar a economia. Que os pequenos comerciantes conseguem vender suas latinhas, seu churrasquinho....
Se esses pais de família dependessem do carnaval para vender e viver, passariam o resto do ano à míngua.
Carnaval só dá lucro para donos de cervejaria, para proprietários de trios elétricos e uns poucos artistas baianos. No mais, é só prejuízo.
Alguém já parou para calcular o quanto o estado gasta para socorrer vítimas de acidentes causados por foliões embriagados? Quantos milhões são pagos em indenizações por morte ou invalidez decorrentes desses acidentes?
Quanto o poder público desembolsa com os procedimentos de curetagem que muitas jovens se submetem depois de um carnaval sem proteção que gerou uma gravidez indesejada?
Isso sem falar na quantidade de DST’s que são transmitidas durante a festa em que tudo é permitido!
Eu até acho que o carnaval já foi bom... Mas, isso foi nos tempos de outrora.

Então, morra!

Mais uma na linha da série "Acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é!"
Os esquerdistas vivem a acusar a direita brasileira de desejar a morte dos pobres. Os esquerdistas só querem o bem dos pobres. O Trabalhista Brasileiro, prefeito de Manaus, Amazonino Mendes teve a seguinte discussão com uma moradora de área de risco:


Tudo bem que há o atenuante do contexto da dicussão, e alguém pode até dizer que o sujeito não é esquerdista, mas porque está filiado ao PTB? Agora alguém já imaginou frase como essa dita pelo saudoso ACM? Ou de Índio da Costa? Ia passar a semana inteira no Jornal Nacional sendo alvo de desconstrução política.

domingo, 6 de março de 2011

Hino da Líbia

De 1951, quando ficou independente até 1969, quando o poder foi tomado por Muamar Kadafi, o hino da Líbia era o que se segue, conforme minha tradução da tradução inglesa:

Coro:
Oh, meu país, com minha luta e minha paciência
Expulse os inimigos e os azares,
e sobreviva!
Sobreviva a tudo, nós somos o teu resgate
Oh Líbia!

Oh, meu país! Tu és a herança dos nossos avós,
Que Deus lance fora qualquer mão que queira te ferir
Sobreviva! Nós somos teus soldados eternos,
E se tu sobreviveres não ligamos para quem perecer.
A ti nós fazemos votos solenes
De que nós, Oh Líbia, nunca te decepcionaremos.
Nunca voltaremos aos grilhões, fomos libertados, e libertamos nossa pátria mãe
Líbia.

E este é o hino da Líbia a partir de 1969, após o controle de Muamar Kadafi. Na verdade o hino era originalmente um hino de guerra do exército egípcio, usado na Guerra de Suez, em 1956. Foi adotado por Kadafi como hino nacional da Líbia como parte de seu propósito de unir as nações árabes. Porém, quando o Egito assinou um tratado de paz com Israel em 1979, ele cortou as relações com o país. Manteve o hino, mas não mais se menciona suas origens pelas autoridades líbias.


1. Deus é o maior! Deus é o maior!

Ele está acima das conspirações e agressores
E Ele é o melhor ajudador dos oprimidos.
Com fé e com armas eu defenderei o meu país,
E a luz da verdade brilhará nas minhas mãos.

CORO:
Cante comigo! Cante comigo!
Deus, Deus, Deus é o maior!
Deus está acima dos agressores.

2. Deus é o maior! Deus é o maior!

Oh mundo, olhe e ouça!
O exército inimigo está chegando,
Querendo me destruir.
Com verdade e com minha arma eu irei expulsá-lo.

CORO

3. Deus é o maior! Deus é o maior!

Cante comigo, maldição aos imperialistas!
E Deus está acima do tirano traiçoeiro.
Deus é o maior! Então glorifique-O, oh meu país,
E agarre a face do tirano e destrua-o!

CORO

sábado, 5 de março de 2011

Kim Jong Il e a Coréia do Norte

No filme Team America, Kim Jong Il é na verdade 
um casulo para uma barata alienígena.

Kim Jong Il é o ditador da Coréia do Norte. Ele assumiu o poder em 1998, após a morte do seu pai. Afirma ter nascido numa cabana de madeira e seu nascimento foi marcado por um arco-íris duplo. É chamado pelos súditos de Líder Amado, e pela comediante Kathleen Madigan de "a Amy Winehouse dos ditadores." Kim Jong Il é considerado o melhor jogador de golfe (segundo ele próprio conta, poderia derrotar Tiger Woods com facilidade, pois acertou 11 buracos com uma tacada na primeira vez que segurou um taco de golfe em toda a sua vida) da Coréia do Norte, e também o inventor do hamburguer, do basquetebol e do microondas, possui 17 palácios, enquanto o povo nortecoreano morre de fome (estima-se que tenham morrido de inanição 3 milhões na última década). Kim Jong Il é um grande fã de filmes, e sua coleção que em 2008 era de mais de 20.000 DVDs humilha os 400 e poucos que eu possuo. É fã ardoroso dos filmes de James Bond, Rambo e Sexta-Feira 13. Seu filho era um fã da Disney, e já foi pego tentando entrar no Japão com passaporte falso para visitar o famoso parque de Tóquio.
Resolvi visitar o site oficial da República Popular Democrática da Coréia e encontrei diversas pérolas que vão traduzidas a seguir:

Reunificação


Apenas poucas pessoas no mundo sabem que a Coréia é dividida por uma grande muralha de concreto no Paralelo 38, que foi construída pelos Estados Unidos da América quando a Guerra da Coréia terminou. Essa muralha é centenas de vezes maior que aquela que existia na Alemanha e separa as famílias, irmãos e parentes coreanos... a nação está dividida porque os EUA dominam a parte sul e mantém um exército de mais de 40.000 soldados para evitar a união do povo coreano.
A Coréia é um estado independente e soberano, mas o Sul ainda é controlado pelos interesses imperialistas e tropas americanas. Se qualquer cidadão do Sul tentar visitar a Coréia do Norte atravessando a muralha de concreto, ele será morto pelos soldados americanos. A 'Lei de Segurança' na Coréia do Sul proíbe que qualquer cidadão sul-coreano fale ou leia sobre o Norte, se o fizer, será punido com cadeia ou mesmo pena de morte.
Desde o fim da guerra, uma das maiores preocupações do Grande Líder Kim Il Sung e do Querido Líder Kim Jong Il foi a Unificação das famílias coreanas. O Grande Líder disse:


'Unificar o país dividido neste momento é a suprema tarefa nacional de todo o povo coreano, e nós não podemos esperar nem mais um momento para realizá-la'.


Em 1980 ele escreveu o programa para a constituição da 'Confederação Republicana Democrática de Koryo' onde ele expôs os pontos básicos de uma unificação pacífica do país respeitando tanto os sistema capitalista quanto o socialista.


A unificação da Coréia, a paz na península e o encontro das famílias é possível, mas os EUA não estão interessados nisso, e todos os anos com o apoio do Exército Sul Coreano eles demonstram grandes manobras militares como a 'Lentes de Aumento de Ulji' ou 'Espírito de Equipe' com o propósito de invadir e dominar o Norte. Somente quando os soldados americanos deixarem a Coréia do Sul e os seus cidadãos irão recuperarem a sua soberania, uma grande nação coreana unida será possível.


Paz, Amizade e Independência são as esperanças do povo coreano, e ninguém irá parar esse desejo ardoroso das famílias separadas de estarem juntas novamente.


Comovente, não? Lá também há um FAQ sobre o país. Vejamos algumas perguntas e respostas interessantes:

1. Posso conseguir uma foto autografada de do Líder Kim Jong Il?
O KFA Shop está oferecendo esse produto. Por favor visite a seguinte página:
http://www.korea-dpr.com/catalog2


3. Posso emigrar para a Coréia do Norte e viver lá?
É possível apenas em situações muito especiais e tendo honra/méritos. Você precisa mandar uma solicitação declarando as suas razões, junto com seu Curriculum Vitae completo, uma cópia do seu passaporte e certificações para korea@korea-dpr.com


4. Posso trabalhar na Coréia do Norte como professor/intérprete/(outro)?
Não.


5. Posso viajar para a Coréia do Norte? Ouvi dizer que é impossível. É verdade?
Você pode viajar para a Coréia do Norte somente como turista, ou como parte de uma delegação convidada  ao país pelo governo. O Companhia Coreana de Viagens Internacionais (Ryogaengsa) pode lhe dar mais informações sobre viagens turísticas, e a Associação de Amizade Coreana (KFA) também organiza delegações para visitar a Coréia do Norte todos os anos. Veja mais informações em http://www.korea-dpr.com/travel


6. Sou um cidadão americano/Sou um cidadão sul coreano, posso visitar a Coréia do Norte?
Protocolos especiais estão em vigor em relação aos cidadãos americanos e sul coreanos. Contate a sua embaixada local para mais informações. A KFA organiza viagens e concede vistos para alguns cidadãos americanos que tenham contribuído para a paz e amizade entre os EUA e a Coréia do Norte.


8. Posso viajar a Coréia do Norte como mochileiro?
Não. Você deve viajar apenas em grupos, mesmo que seja o único participante, você precisa estar com guias coreanos a todo momento.


13. A Coréia do Norte é uma ditadura?
Não, a Coréia do Norte é uma democracia constitucional de partido único unificado, garantido liberdade de expressão e assembléia a todos os cidadãos. Os cidadãos desempenham um papel ativo na vida política da nação em nível local, regional e nacional, através dos seus sindicatos de classe ou como membros de um dos três partidos políticos do país, o Partido dos Trabalhadores da Coréia, o Partido Chondoist Chongu e o Partido Social Democrata Coreano.


14. A Coréia do Norte proíbe a religião?
A Coréia do Norte é uma sociedade multiconfessional, com um grande número de cristãos e budistas, por exemplo. Embora a maioria dos norte coreanos sejam ateístas ou não religiosos, todos os cidadãos gozam de liberdade religiosa total sob a Constituição Socialista.

24. É verdade que todos os cidadãos norte coreanos trabalham para o governo?
Governo e povo são um só. Não há distinção entre eles.
.
A coisa toda é um conjunto de aberrações e maluquices. Kim Jong Il seguiu fielmente o conselho de Lênin. "Acuse-os do que você faz. Xingue-os do que você é." Kim Jong Il também se declarou um expert em Internet. Já ia esquecendo, há rumores de que o Amado Líder está morto há 5 anos.