quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Mais uma jabuticaba

Está em curso a instauração de uma nova modalidade de CPI. A CPI pra vender livros. Mais uma daquelas coisas que só dá no Brasil. Se não é jabuticaba, só pode ser besteira.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Coração Louco



Música do filme "Coração Louco", de 2009, com Jeff Bridges. Segue letra e minha tradução:

Fallin' and Flyin'

I was goin’ where I shouldn’t go
seein’ who I shouldn’t see
doin’ what I shouldn’t do
and bein’ who I shouldn’t be

a little voice told me it’s all wrong
another voice told me it’s alright
I used to think that I was strong
but lately I just lost the fight

funny how fallin’ feels like flyin’
for a little while
funny how fallin’ feels like flyin’
for a little while

I got tired of bein’ good
started missing that old feeling free
stop actin’ like I thought I should
and went on back to bein’ me

I never meant to hurt no one
I just had to have my way
if there is such a thing as too much fun
this must be the price you pay

funny how fallin’ feels like flyin’
for a little while
funny how fallin’ feels like flyin’
for a little while

you never see it comin’ till it’s gone
it all happens for a reason
even when it’s wrong
especially when it’s wrong

funny how fallin’ feels like flyin’
for a little while
funny how fallin’ feels like flyin’
for a little while

I was goin’ where I shouldn’t go
seein’ who I shouldn’t see
doin’ what I shouldn’t do
and bein’ who I shouldn’t be

***

Caindo e Voando

Eu estava indo aonde não deveria ir
Vendo quem eu não deveria ver
Fazendo o que eu não deveria fazer
E sendo quem eu não deveria ser

Uma vozinha me contou que estava tudo errado
Outra voz me disse que estava tudo certo
Eu costumava pensar que eu era forte
Mas ultimamente eu simplesmente perdi a luta

Engraçado como cair se confunde com voar
Por um instante
Engraçado como cair se confunde com voar
Por um instante

Eu cansei de ser bonzinho
E comecei a sentir falta da velha liberdade
Parei de agir como eu pensei que deveria
E voltei a ser eu mesmo

Nunca tive intenção de machucar ninguém
Simplesmente tive que seguir o meu caminho
Se há algo como excesso de diversão
Este deve ser o preço que se paga

Engraçado como cair se confunde com voar
Por um instante
Engraçado como cair se confunde com voar
Por um instante

Você nunca vê chegar até que já se acabou
Tudo acontece por uma razão
Mesmo quando é errado
Especialmente quando é errado

Engraçado como cair se confunde com voar
Por um instante
Engraçado como cair se confunde com voar
Por um instante

Eu estava indo aonde não deveria ir
Vendo quem eu não deveria ver
Fazendo o que eu não deveria fazer
E sendo quem eu não deveria ser

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Marcador de combustível

A maioria das pessoas não vê nenhum mistério no funcionamento do marcador de combustível do automóvel. Quando o ponteiro está apontado para a posição cheio, o tanque está cheio. Quando está marcando a posição vazio, o tanque está vazio. Simples, não? Nem tanto. Você já deve ter notado que nos primeiros 40 ou 50 quilômetros, o ponteiro praticamente não se mexe, ao passo que quando você está nas últimas gotas de combustível, o ponteiro cola no vazio e te deixa se borrando de medo de uma pane seca, apesar de que, quando você completa o tanque, descobre que ainda tinha pelo menos um ou dois litros. A grande razão desse fenômeno é a bóia que mede o nível de combustível. Ela é muito parecida com a bóia de um reservatório de água ou de uma descarga de privada. Uma haste fina com uma peça de plástico na ponta, mais grossa que a haste. Por ser mais grossa que a haste, a peça de plástico vai ficar completamente submersa quando o tanque estive cheio, e continuará a boiar no nível máximo após consumir alguns litros, não gerando nenhuma alteração no ponteiro do marcador de combustível, como podemos ver na imagem.

Pela razão oposta, o ponteiro também não vê muita diferença entre quase vazio e completamente vazio:

sábado, 26 de novembro de 2011

Esquete chato

Sobre DVDs e blu-ray, tenho muita raiva quando vou assistir a um filme que comprei e antes tem aqueles esquetes idiotas falando sobre como a pirataria ajuda o crime organizado etc etc. No BD e no DVD pirata nem deve ter aquilo, porque os piratas devem cortar do filme, ou mesmo filmam no cinema e depois gravam. Seria igualmente chato, mas pelo menos lógico, se os esquetes me agradecessem por ter adquirido uma cópia legítima do filme. Minha coleção é razoável, contando com mais de 400 DVDs e mais de 50 blu-ray discs. E realmente fico indignado toda vez que vejo meus filmes praticamente me acusando de comprar filmes piratas, coisa que nunca fiz.

Nilo Peçanha

Em 1909, cem anos antes de Barack Obama assumir a presidência, o Brasil já tinha seu presidente com ascendência africana, Nilo Peçanha. Em vez de ensinar isso nas escolas, querem despertar um suposto "orgulho" (melhor seria despertar dignidade) negro, fazendo a criança tocar tambor e bater lata.
Zumbi, que no seu quilombo virou senhor de escravos também negros, hoje é idolatrado como símbolo da consciência negra e da luta contra o racismo, o que é uma piada. Nilo Peçanha, mestiço, foi presidente da república na primeira década do século XX, é esquecido. Como eu disse antes, os mestiços não existem mais no Brasil. Foram exterminados pelo movimento politicamente correto e de consciência negra, que aparenta querer suprimir tudo que não se enquadre no ideal deles.

sábado, 19 de novembro de 2011

Igualdade racial?

Queria saber o que aconteceu com os mestiços brasileiros. Agora só temos negros e brancos. Exterminaram os mestiços? Não entendo isso. Se um mestiço diz que é mestiço hoje é logo repreendido, acusado de ter vergonha de ser negro, como se estivesse mentindo sobre ser fruto de uma mistura de europeus e negros. Por que ele tem que renegar sua ascendência branca em prol da ascendência negra? Por que não se pode mais admitir as duas ascendências juntas, algo que é muito comum no Brasil? Essas ações afirmativas são fruto de um movimento político que na verdade incentiva o ódio, o racismo, a segregação. Ou seja, tudo o que jura de pés juntos combater.
O fim do preconceito passa pelo fim das distinções raciais, e não pela exacerbação de orgulhos e diferenças. Não passa pela mentira de que não há mestiços, apenas negros e brancos, e sim pela possibilidade de se cultivar as ascendências verdadeiras, não aquelas inventadas pelo politicamente correto, sem olhares de reprovação, pois todas têm seus méritos. O fim do preconceito não passa pelas muletas e pelas cotas, isso é enganação. Passa pelo respeito à Constituição e pela melhoria real do ensino básico, para dar igualdade de condições a todos desde o início, e não apenas no funil do vestibular.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Blog de Mírian Macedo: A verdade: eu menti.

Blog de Mírian Macedo: A verdade: eu menti.

Eu, de minha parte, vou dar uma contribuição à Comissão da Verdade, e contar tudo: eu era uma subversivazinha medíocre e, tão logo fui aliciada, já 'caí' (jargão entre militantes para quem foi preso), com as mãos cheias de material comprometedor.

Despreparada e 'festiva', eu não tivera nem o cuidado de esconder os jornais da organização clandestina a que eu pertencia, eles estavam no meio dos livros numa estante, daquelas improvisadas, de tijolos e tábuas, que existia em todas as repúblicas de estudantes, em Brasília naquele ano de 1973.
Já relatei o que eu fazia como militante http://bit.ly/vNUwyb. Quase nada. A minha verdadeira ação revolucionária foi outra, esta sim, competente, profícua, sistemática: MENTI DESCARADAMENTE DURANTE 30 ANOS!
Repeti e escrevi a mentira de que eu tinha tomado choques elétricos (por pudor, limitei-me a dizer que foram poucos, é verdade), que me interrogaram com luzes fortes, que me ameaçaram de estupro quando voltava à noite dos interrogatórios no DOI-CODI para o PIC (eu ouvia conversas maliciosas e tolas dos agentes) e que eu ficavam ouvindo "gritos assombrosos" de outros presos sendo torturados (aconteceu uma única vez, por um curto período de tempo: ouvi gritos e alguém me disse que era minha irmã sendo torturada. Os gritos cessaram - achei, depois, que fosse gravação - e minha irmã, que também tinha sido presa, não teve um único fio de cabelo tocado).

Eu também menti dizendo que meus 'algozes', diversas vezes, se divertiam jogando-me escada abaixo, e, quando eu achava que ia rolar pelos degraus, alguém me amparava (inventei um 'trauma de escadas", imagina). A verdade: certa vez, ao descer as escadas até a garagem no subsolo do Ministério do Exército, na Esplanada dos Ministérios, onde éramos interrogados, alguém me desequilibrou e outro me segurou, antes que eu caísse.

Quanto aos socos e empurrões de que eu fui alvo durante os dias de prisão, não houve violência que chegasse a machucar; nada mais que um gesto irritado de qualquer dos 'inquisidores'; afinal, eu os levava à loucura, com meu 'enrolation'. Sou rápida no raciocínio, sei manipular as palavras, domino a arte de florear o discurso. Um deles repetia sempre: "Você é muito inteligente. Já contou o pré-primário. Agora, senta e escreve o resto".
Quem, durante todos estes anos, tenha me ouvido relatar aqueles dias em que estive presa, tinha o dever de carimbar a minha testa com a marca de "vítima da repressão". A impressão, pelo relato, é de que aquilo deve ter sido um calvário tão doloroso que valeria uma nota preta hoje, os beneficiados com as indenizações da Comissão da Anistia sabem do que eu estou falando. Havia, sim, muita ameaça, muito grito, interrogatórios intermináveis e, principalmente, muito medo (meu, claro).
Ma va! Torturada?! Eu?! As palmadas que dei na bunda de meus filhos podem ser consideradas 'tortura inumana' se comparadas ao que (não) sofri nas mãos dos agentes do DOI-CODI.
Que teve gente que padeceu, é claro que teve. Mas alguém acha que todos nós que saíamos da cadeia contando que tínhamos sido 'barbaramente torturados' falávamos a verdade?
Não, não é verdade. Noventa e nove por cento das 'barbaridades e torturas' eram pura mentira! Por Deus, nós sabemos disto! Ninguém apresentava a marca de um beliscão no corpo. Éramos 'barbaramente torturados' e ninguém tinha uma única mancha roxa para mostrar! Sei, técnica de torturadores. Não, técnica de 'torturado', ou seja, mentira. Mário Lago, comunista até a morte, ensinava: "quando sair da cadeia, diga que foi torturado. Sempre."

A pior coisa que podia nos acontecer naqueles "anos de chumbo" era não ser preso. Como assim todo mundo ia preso e nós não? Ser preso dava currículo, demonstrava que éramos da pesada, revolucionários perigosos, ameaça ao regime, comunistas de verdade! Sair dizendo que tínhamos apanhado, então! Mártires, heróis, cabras bons.

Vaidade e mau-caratismo puros, só isto. Nós saíamos com a aura de hérois e a ditadura com a marca da violência e arbítrio. Era mentira? Era, mas, para um revolucionário comunista, a verdade é um conceito burguês, Lênin já tinha nos ensinado o que fazer.

E o que era melhor: dizer que tínhamos sido torturados escondia as patifarias e 'amarelões' que nos acometiam quando ficávamos cara a cara com os "ômi". Com esta raia miúda que nós éramos, não precisava bater. Era só ameaçar, a gente abria o bico rapidinho.
Quando um dia, durante um interrogatório, perguntaram-me se eu queria conhecer a 'marieta', pensei que fosse uma torturadora braba. Mas era choque elétrico (parece que 'marieta' era uma corruptela de 'maritaca' (nome que se dava à maquininha que rodava e dava choque elétrico). Eu não a quis conhecer. Abri o bico, de novo.
Relembrar estes fatos está sendo frutífero. Criei coragem e comecei a ler um livro que tenho desde 2009 (é mais um que eu ainda não tinha lido): "A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça", escrito pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ulstra. Editora Ser, publicado em 2007. Serão quase 600 páginas de 'verdade sufocada"? Vou conferir.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Criada a Associação Feirense dos Torcedores do Botafogo

Foi criada na tarde desta terça-feira, 15, a Associação Feirense dos Torcedores do Botafogo, entidade que pretende organizar a torcida do Alvinegro em Feira de Santana. O evento se deu durante confraternização de dezenas de torcedores - todos com camisas do "Glorioso " - do time carioca, que contou com feijoada, no Paraíso da Carne de Sol, na avenida Maria Quitéria. A primeira diretoria da Associação foi eleita por aclamação. Prsidente de honra: Jonathas Telles de Carvalho, 96 anos (torcedor desde 1930), que emocionou a todos com sua mensagem dada. Presidente: José Boa Sorte Farias, vice-presidente: Raul Silva Sampaio, secretário: Dimas Boaventura de Oliveira, tesoureiro: Jossé Freire de Freitas, e relações públicas: Humberto Cedraz Filho. Presentes, outros torcedores alvinegros como vereador Alcione Cedraz, secretário Carlos Brito, jornalista Humberto Cedraz, radialista Jair Cezarinho, bancário Thomas Rabelo de Oliveira, publicitário Vivaldo Lima, entre outros.

Fonte: Blog Demais

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Curso de Filosofia

Fiz a minha matrícula e já estou assistindo às aulas do Curso Online de Filosofia de Olavo de Carvalho e indico a todos. O curso tem duração de 5 anos e as mensalidades custam em torno de 50 reais.

sábado, 29 de outubro de 2011

Muamar Kadafi

Publicado originalmente em 26/02/2011


Muamar Kadafi tomou o poder na Líbia em 1969, com apenas 27 anos de idade. O seu primeiro ato como governante da Líbia foi expulsar todos os italianos do país, demonstrando o seu apreço pela Itália. Ele entregou o posto de Primeiro Ministro três anos depois, em 1972, e passou a se chamar "Líder e Guia Irmão da Revolução" e "Guia da Grande Revolução de Primeiro de Setembro da Grande Jamahiriya Árabe Líbia Popular e Socialista", provavelmente considerando que uma plaqueta dessas no seu gabinete cairia melhor que a de Primeiro Ministro.
Placa mostrando a frase "Grande Jamahiriya Árabe
Líbia Popular e Socialista" em Praga.

Jamahiriya vem a ser um neologismo árabe para república das massas. Kadafi começou a se vestir de maneira absurda, além de usar maquiagem exagerada. Ao mesmo tempo ele ordenou que o seu esquadrão de guarda-costas fosse composto por mulheres virgens. Em 2010 ele visitou a Itália e deu uma palestra exclusiva para mulheres, todas pagas para assistir. Nessa palestra ele declarou que toda a Europa deveria se converter ao Islã, e também que a União Européia deveria pagar 5 bilhões de euros por ano para dar fim à imigração ilegal de líbios para o velho mundo.

Guarda-costas virgens e roupas extravagantes,
combinação perfeita para impor respeito no mundo dos ditadores insanos.

Num discurso de duas horas feito na ONU, durante o qual inúmeras delegações se retiraram em protesto, Kadafi declarou apoio aos piratas somali, chamou Barak Obama de "meu filho", afirmou que Israel era responsável pelo assassinato de JFK e em seguida reclamou aos líderes mundiais reunidos para ouvi-lo que estava cansado e sofrendo de jet lag por causa da viagem de avião. 


Deixaram ele falar, agora aguentem.

Até o momento, Kadafi ainda está no poder e anuncia que lutará até a última gota de sangue para não sair dele. Considera que é muito importante para a Líbia continuar sendo governada por um dos donos da Juventus de Turim (comprou uma parte do clube apenas para que um de seus filhos pudesse ter a chance de jogar lá), e também o cara que fez uma petição à ONU para que dissolvesse a Suíça e dividisse o território entre Alemanha, França e Itália. Provavelmente ele vai banir os suíços do país.


Update: Kadafi foi executado sumariamente em 20 de outubro de 2011, em Sirte. Como muitas das vítimas do seu regime, não lhe foi concedido um julgamento justo e civilizado.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Poema em linha reta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Schumacher



Não sei porque Michael Schumacher não é um ídolo das esquerdas. O pai era um humilde pedreiro, montou o kart dele com peças usadas. Depois, para apoiar a carreira do filho, arranjou uma segunda atividade, como mecânico de karts, e também passou a alugar os karts que montava. Sua mãe passou a trabalhar na cantina da pista, tudo para que o filho pudesse correr. Um belo dia Schumacher precisou de 800 marcos para comprar um motor novo, e infelizmente teria que abandonar as pistas, pois apesar de todo o esforço, seus pais não conseguiriam arcar. Empresários locais ajudaram e ele conseguiu continuar a correr.
Ah, já sei porque Michael não é um ídolo das esquerdas. Não basta ter origem humilde, precisa também de uma história de coitadismo, e não todo esse empreendedorismo e criatividade exibida por seu pai. Isso é coisa dos capitalistas.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Is this the guy?

Obama se encontrou com Lula em 2009 e disse, a la Denzel Washington interpretando o policial corrupto Alonso em Dia de Treinamento: My man!
A mídia nacional, incauta e puxa-saco traduziu que Obama teria dito que Lula é o cara. Santa ignorância. My man é completamente diferente de The man. My man não vai além de meu parceiro, meu companheiro, numa tradução livre. The man, esse sim, poderia ser traduzido como "o cara", na língua nacional. Mas a mídia brasileira, que o PT tanto se esforça para chamar de golpista, é na verdade babona e puxa-saco, além de não admitir equívocos jamais. Hoje, para completar, li uma postagem de alguém dizendo que Obama teria dito: "This is the guy!", ou seja, já reverteram o erro para o lado de lá. Lost in translation. Qua qua qua!

Teclado QWERTY, por que continuar?

O modelo de teclado QWERTY foi inventado há 130 anos e é completamente ineficiente. Só continuamos com ele por hábito. Tudo avançou no mundo da informática, menos esse modelo. O fato é que esse modelo de teclado foi concebido unicamente para impedir que as teclas próximas das antigas máquinas de escrever enganchassem menos umas nas outras, ao fazer com que as pessoas digitassem mais devagar. Dessa forma procurou-se colocar as teclas mais usadas de maneira separada. As primeiras máquinas tinham o teclado em ordem alfabética, o que apresentou vários problemas de "engarrafamento" nas teclas e o novo teclado foi criado especificamente para diminuir a velocidade. É completamente desnecessário já que aposentamos as máquinas de escrever há anos. Para se ter uma ideia, milhares de palavras da língua inglesa podem ser escritas usando apenas as teclas da mão esquerda, enquanto apenas umas poucas centenas de palavras poderiam ser escritas do lado direito, que costuma ser predominante.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Antiamericanismo: o recalque do oprimido*

A invasão do Iraque evidenciou que o antiamericanismo pulsa no mundo como um recalque do oprimido. À menor possibilidade, aflora, exacerba-se, ganha as ruas, os sites, a mídia. A “velha Europa”, na expressão de Donald Rumsfeld (a terceira das Parcas), limpa o sangue derramado nos últimos dois séculos para entoar uma cantilena que faz a mímica do pacifismo. As ditaduras muçulmanas ameaçam alçar Samuel Huntington ao panteão de segundo profeta e acenam para o Ocidente com um choque de civilizações. No Brasil, até a CUT esconde sua vergonhosa e pusilânime subserviência ao governo Lula com um grito de guerra: “Imperialistas, fora do Iraque! Não se troca sangue por petróleo”.

Tais reações têm um pretexto bastante verossímil: cada um dos motivos alegados por George W. Bush para empreender a sua expedição punitiva a Bagdá foi desmoralizado pelos fatos. Restou a obviedade de que Saddam Hussein era um ditador. Ok, mas, como ele, quantos há? E a grande maioria formada por aliados de Washington. É preciso, para que se possa avançar, fazer a distinção entre a razão prática dos Estados e governos e a voz rouca das ruas, eventualmente irmanadas no mesmo antiamericanismo.

A Jacques Chirac, por exemplo, pouco importa a moralidade do ato americano — e a melhor prova é a lei de imigração que ele defende para a França. Não é um humanista; quer-se estrategista. Seu interesse objetivo é organizar um pólo europeu de resistência a uma bipolaridade que os estudiosos americanos já dão como certa. Em trinta anos, restará um adversário dos Estados Unidos no planeta: a China, que cresce a uma taxa entre 7% e 9% ao ano e poderá concentrar, no prazo dado, 25% do PIB mundial. Chirac e alguns outros líderes forçam para que se crie um triângulo e querem atrair a Rússia — que passaria a ser européia pela primeira vez em sua história — para esse terceiro vértice europeu.

As ditaduras muçulmanas, especialmente as árabes, cobram a ajuda do “porco imperialista” para conter seus fundamentalistas, mas rejeitam os “valores decadentes” do Ocidente, como a democracia. Até o governo brasileiro tirou uma casquinha. Num discurso contra a guerra, o presidente Lula conjugou o verbo quatorze vezes na primeira pessoa. Duda Mendonça não teve dúvida: “A nossa guerra é contra a fome”. Os Estados Unidos, ao menos, venceram a deles…

Já a reação das ruas, essa foi pautada, claro!, por bons sentimentos, mas também por recalque e ignorância, compartilhados, muitas vezes, por todos nós — a menos que estivéssemos ideologicamente convencidos de que se travava no Iraque um dos prenúncios do Armagedon. A verdade é que, cidadãos comuns, repugna-nos a constatação de que os impérios têm uma essência amoral. Tendemos a reagir mal à obviedade de que, não impusessem a sua vontade, seriam outra coisa. O nosso primeiro impulso, anterior à compreensão, é o furor judicioso, a sentença moral. Cada bomba que caía sobre Bagdá parecia querer confirmar a impressão de que os Estados Unidos só chegaram a ser a maior potência da Terra porque se impuseram pelo terror, pela guerra, pela morte, pela violência, pelo assassinato, pela força, pelas armas. E tudo isso é mentira! Reagíamos como tolos, embora as nossas motivações fossem boas e justas — tolice e boas intenções não se excluem e costumam arder juntas no inferno.

Aqui, é forçoso lembrar Edward Gibbon (1737-1794) e de sua magnífica obra Declínio e Queda do Império Romano. Num dado momento, o autor aborda o que chama “tríplice aspecto” sob o qual “o progresso das sociedades” pode ser avaliado: 1) o talento extraordinário e individual; 2) a formação de indivíduos ou pequenos grupos voltada para a conhecimento; e, finalmente, o terceiro aspecto, de que reproduzo alguns trechos: “(…) Felizmente para a humanidade, as artes mais úteis (…) podem ser exercidas sem a necessidade de talentos extraordinários (…), sem os poderes de um só ou a união de muitos. (…) Desde a descoberta primeva das artes, a guerra, o comércio e o ardor religioso difundiram entre os selvagens do Velho e do Novo Mundo esses dons inestimáveis. Eles se propagam aos poucos e jamais poderão perder-se. Podemos, portanto, chegar todos à aprazível conclusão de que cada época da história do mundo aumentou e continua a aumentar efetivamente a riqueza, a felicidade, o saber e quiçá a virtude da raça humana”.

O autor se debruçou sobre treze séculos de um império que conjugou domínio territorial e inquestionável poder de impor uma visão de mundo, o que se estendeu das artes à religião, passando pelo direito. Nem guerras amorais nem imperativos éticos o impediram de reconhecer que, com ou sem gênios individuais, o sumo das conquistas dos impérios restou para a espécie humana. Quantos de nós, os humanistas de pé quebrado, temos claro que a tecnologia de guerra serviu — e serve ainda, a exemplo da Internet — para prolongar e tornar ainda mais venturosa a trajetória humana na Terra? Quantas foram as conquistas científicas que o capital americano (ou a concupiscência da indústria farmacêutica) gerou neste tempo e quanto isso contribuiu para elevar a expectativa de vida mesmo em países pobres como o Brasil?

Uma nação que se negasse a pressionar Kruchev com o fim do mundo, na chamada crise dos mísseis cubanos, ou que se abstivesse de impor sua vontade a Bagdá teria feito o primeiro transplante de coração ou reproduzido, desta feita no éter, as grandes navegações do século XVI? Um Portugal ou uma Espanha que reconhecessem os valores dos “povos da floresta” teriam se lançado ao mar? Um líder que tivesse obedecido ao princípio senatorial e se deixado intimidar pelo Rubicão teria nos legado o direito romano como herança? A única nação com poder de dissuasão e de ataque forte o bastante para impor sua vontade deveria se eximir de fazê-lo como se o que existe — o seu poderio — devesse ainda reivindicar o estatuto de realidade de fato?

Reparem, leitores, não estou aqui a defender os Estados Unidos, muito menos o horror da guerra. Se tenho de matar uma barata, luto entre minha hesitação e sua repugnante rapidez. Ocorre que faz crer o antiamericanismo de ocasião, formado por verdadeiros “anticândidos” consumidos pela ignorância e pelos bons sentimentos, que rumamos para o pior dos mundos, para o abismo. Junto com Gibbon, apesar de tudo, convido-os a distinguir uma linha inextinguível de contínuo aprimoramento da civilização humana. Quando foi mesmo que a espécie viveu dias melhores? A saudade do que não tivemos, o Eldorado perdido, nem mesmo reacionária é. É só uma bobagem.

Sim, o mundo parece ser maior e mais complexo do que pode alcançar a compreensão de George W. Bush. O ataque ao Iraque, sem a clara concordância do Conselho de Segurança da ONU e por motivos comprovadamente mentirosos, jogou as nações num vazio jurídico. É tudo verdade. Mas Gibbon nos socorre e nos faz lembrar que a tragédia da vez pode ser uma quase aborrecida repetição de circunstâncias, preenchida com atores novos. É claro que isso não absolve os Estados Unidos de um ato imoral. Mas nem a guerra nem seus desdobramentos são julgados por tribunais morais, ainda que assim eles se queiram. Considero um imperativo ético que todos prefiramos a paz à guerra, desde que a primeira não seja a qualquer preço. Ameaças finalistas sempre semelham o apocalipse brandido por profetas de si mesmos.

Temos muito a aprender com aquela mesma América onde Tocqueville concluiu que os males da democracia se curavam com ainda mais democracia — e, quem sabe?, algo a ensinar. Sobre o antiamericanismo, crescente também por aqui, talvez nos cumprisse responder por que, tendo tão poucos motivos para nos identificar tanto com o “agressor” como com o “agredido”, escolhemos logo a “vítima”. Mas isso fica para outra hora.

* Originalmente publicado na revista BRAVO! nº 69, de junho de 2003. Integra o livro Contra o Consenso (Editora Barracuda)

Por Reinaldo Azevedo

domingo, 18 de setembro de 2011

Lula explica o Bolsa Esmola

"Olha, lamentavelmente, no Brasil, o voto não é ideológico. Lamentavelmente as pessoas não votam partidariamente. Lamentavelmente você tem uma parte da sociedade que pelo alto grau de empobrecimento ela é conduzia a pensar pelo estômago e não pela cabeça. É por isso que se distribui tanta cesta básica, é por isso que se distribui tanto ticket de leite por que isso é uma peça de troca em época de eleição. E, assim, você despolitiza o processo eleitoral".

Lula em 2000, candidato a presidente de plantão.

"Eu, um dia desses, Ciro [Gomes, ministro da Integração Nacional], estava em Cabedelo, na Paraíba, e tinha um encontro com os trabalhadores rurais, Manoel Serra [presidente da Contag - Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura], e um deles falava assim para mim: “Lula, sabe o que está acontecendo aqui, na nossa região? O povo está acostumado a receber muita coisa de favor. Antigamente, quando chovia, o povo logo corria para plantar o seu feijão, o seu milho, a sua macaxeira, porque ele sabia que ia colher, alguns meses depois. E, agora, tem gente que já não quer mais isso porque fica esperando o ‘vale-isso’, o ‘vale-aquilo’, as coisas que o Governo criou para dar para as pessoas.” Acho que isso não contribui com as reformas estruturais que o Brasil precisa ter para que as pessoas possam viver condignamente, às custas do seu trabalho. Eu sempre disse que não há nada mais digno para um homem e para uma mulher do que levantar de manhã, trabalhar e, no final do mês ou no final da colheita, poder comer às custas do seu trabalho, às custas daquilo que produziu, às custas daquilo que plantou. Isso é o que dá dignidade. Isso é o que faz as pessoas andarem de cabeça erguida. Isso é o que faz as pessoas aprenderem a escolher melhor quem é seu candidato a vereador, a prefeito, a deputado, a senador, a governador, a presidente da República. Isso é o que motiva as pessoas a quererem aprender um pouco mais."

Lula recém empossado em 2003.

"Ainda tem gente que critica o Bolsa Família. Eu acho normal. Eu atingi uma idade que eu não tenho mais o direito de me ofender com essas coisas. Alguns dizem assim: o Bolsa Família é uma esmola, é assistencialismo, é demagogia e vai por aí a fora. Tem gente tão imbecil, tão ignorante, que ainda fala ‘o Bolsa Família é para deixar as pessoas preguiçosas porque quem recebe não quer mais trabalhar’"
Lula em 2009, depois de se graduar grão-mestre em comprar votos, tanto do povo, com bolsa-esmola, quanto do congresso, com o mensalão.

Eu sou imbecil e ignorante mesmo.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Motos

Dica de direção ofensiva contra as motos: em velocidades superiores a 80km/h, ultrapasse a moto e depois ligue o esguicho por alguns segundos. Observe no retrovisor o motoqueiro esfregando a viseira do capacete e ria da cara dele. No trânsito da cidade, a dica é esperar o motoqueiro se posicionar ao seu lado, no semáforo. Aí é só usar o esguicho novamente e o limpador de parabrisa deve jogar alguma água nele, obtendo efeito parecido. Contribua para livrar o trânsito dessas pragas de duas rodas.

sábado, 20 de agosto de 2011

Internet fora do ar

Hoje mais cedo o Velox ficou fora do ar. Por isso eu achei que seria uma boa hora de trocar um pouco da água do aquário. O Velox continuou fora do ar, então achei que o aquário estava muito sujo e resolvi trocar toda a água. Quando fui encher o aquário de novo, derramei água na minha poltrona. A água do aquário ficou com uma aparência esbranquiçada e mais turva que antes. Depois tive a ideia de usar um secador de cabelo para secar a poltrona. O calor foi muito e chamuscou o tecido da poltrona, deixando ele encrespado. Tudo isso porque a Oi deixou o Velox ficar fora do ar.

sábado, 30 de julho de 2011

Lendário

Loco Abreu sendo entrevistado após o jogo contra o Cruzeiro hoje, no qual deu a vitória ao Botafogo por 1x0, é chamado de Herrera por um repórter desavisado. A resposta já nasce um clássico.


Camarões

Sempre critiquei a tradução Camarões para o país africano Cameroon, do jogador Roger Milla (foto), sem nunca ter feito uma pesquisa rápida. Apenas sabia que Cameroon não é Camarões em inglês. Hoje, por curiosidade, resolvi investigar o nome Cameroon e descobri que trata-se de uma derivação de Camarões, pois os exploradores portugueses no século XV encontraram tantos camarões na região que a batizaram de Rio dos Camarões. Que vergonha pra mim, fazendo críticas infundadas aos portugueses por conta da tradução, sendo que na verdade eles é que batizaram o país.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Pontas famosas na trilogia Um Tira da Pesada

Em "Um Tira da Pesada", procure por Damon Wayans, famoso pela série "Eu, a Patroa e as Crianças".

Em "Um Tira da Pesada II", procure por Chris Rock, comediante americano que, entre outras coisas, é o criador da série "Todo Mundo Odeia o Chris".

Em "Um Tira da Pesada III", procure por George Lucas, criador de Guerra nas Estrelas.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Vinheta




Vinheta do Blog Demais que vai ser tocada em programas de rádio.

De sua formosura

 Chico Buarque & Airton Barbosa - De sua formosura.mp3
Found at bee mp3 search engine

Adaptação de Chico Buarque do poema do post anterior

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Eliot nasceu





—— De sua formosura
já venho dizer:
é um menino magro,
de muito peso não é,
mas tem o peso de homem,
de obra de ventre de mulher. 
—— De sua formosura
deixai-me que diga:
é uma criança pálida,
é uma criança franzina,
mas tem a marca de homem,
marca de humana oficina. 
—— Sua formosura
deixai-me que cante:
é um menino guenzo
como todos os desses mangues,
mas a máquina de homem
já bate nele, incessante. 
—— Sua formosura
eis aqui descrita:
é uma criança pequena,
enclenque e setemesinha,
mas as mãos que criam coisas
nas suas já se adivinha.


—— De sua formosura
deixai-me que diga:
é belo como o coqueiro
que vence a areia marinha. 
—— De sua formosura
deixai-me que diga:
belo como o avelós
contra o Agreste de cinza. 
—— De sua formosura
deixai-me que diga:
belo como a palmatória
na caatinga sem saliva. 
—— De sua formosura
deixai-me que diga:
é tão belo como um sim
numa sala negativa.


—— é tão belo como a soca
que o canavial multiplica. 
—— Belo porque é uma porta
abrindo-se em mais saídas. 
—— Belo como a última onda
que o fim do mar sempre adia. 
—— é tão belo como as ondas
em sua adição infinita.


—— Belo porque tem do novo
a surpresa e a alegria. 
—— Belo como a coisa nova
na prateleira até então vazia. 
—— Como qualquer coisa nova
inaugurando o seu dia. 
—— Ou como o caderno novo
quando a gente o principia.


—— E belo porque o novo
todo o velho contagia. 
—— Belo porque corrompe
com sangue novo a anemia. 
—— Infecciona a miséria
com vida nova e sadia. 
—— Com oásis, o deserto,
com ventos, a calmaria.

João Cabral de Melo Neto em "Morte e Vida Severina"

sexta-feira, 8 de julho de 2011

domingo, 3 de julho de 2011

Governo da Bahia revive Raul Seixas

Por Tiago Piñeiro Martins

"Prefiro ser essa metamorfose ambulante; Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo; Eu quero dizer agora o oposto do que eu disse antes..."
Mais parece uma homenagem póstuma, daquele soteropolitano que é internacionalmente conhecido como "pai do rock brasileiro"! Assim que eu vejo o atual governo da Bahia. Mas, a falta de memória de outrora, se pode hoje recorrer aos sistemas de "buscas" da Internet para comparar o que se foi dito e defendido no passado, e as atitudes do presente; seria mais ou menos o que Raul Seixas dizia em sua música "dizer agora o oposto do que disse antes" ou ainda mais "fazer agora o que criticava quando outros faziam antes".
Lembro o tumulto que os parlamentares e lideranças do PT fizeram quando a Concessionária Litoral Norte (CLN) colocou o pedágio na Estrada do Coco. 'Era um absurdo, estavam tirando o direito de livre circulação do cidadão'. Anos depois, em 2006, o próprio PT sai da oposição e chega ao Governo do Estado. Parecia ser uma oportunidade para consertar tudo aquilo que estava errado, pelo menos na visão petista, já que na oposição sempre criticava veementemente. Mas não, não foi isso que aconteceu! O que vemos hoje é um coletivo de pedágios, mas muitos, muitos mesmo; só para ilustrar podemos falar de Salvador a Feira de Santana, o acesso que liga as duas maiores cidades da Bahia possuem dois pedágios, ou seja o cidadão paga por duas vezes para se deslocar nos 108 quilômetros que ligam a capital à Princesa do Sertão. Outro exemplo que b em ilustra os pedágios na Bahia é o município de Camaçari, onde o prefeito Luis Caetano também é do PT e a cidade virou uma "ilha pedagiada", ninguém sai ou entra sem passar pelas cancelas do pedágio.
Antes fossem apenas os pedágios. Eles também gritavam, protestavam quando os trabalhadores, em greve, eram ameaçados de terem os dias parados descontados em seus vencimentos. Mas o que vimos este ano foi o governo cortando os dias de greve dos salários dos professores das universidades estaduais, e mesmo tendo uma decisão da desembargadora Dra. Deise Lago Ribeiro, que concedeu liminar favorável para que os pagamentos dos salários, cortados ilegalmente com 21 dias de greve, fossem pagos em até cinco dias úteis, o governo Jaques Wagner recorreu ao STF, onde o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cézar Peluzo, negou o pedido do Governo do Estado. Isso mostra que o PT não tem mais "aquela velha opinião" e que estando no poder é muito mais cômodo "ser essa metamorfose ambulante".
Outro fato curioso foi a declaração do governador Jaques Wagner no cortejo do 2 de Julho deste ano: "nenhum homem é maior que a saga do 2 de Julho", fazendo referência a substituição do nome do Aeroporto Internacional de Salvador de 2 de Julho para Deputado Luís Eduardo Magalhães". Sem querer entrar no mérito da importância da data ou do deputado para história da Bahia, ficando apenas no limite da "nova opinião em formação", quero apenas lembrar o fato que o próprio Wagner, quando era deputado federal votou a favor da troca do nome! Por que ele, enquanto parlamentar federal não impediu a substituição, ou pelo menos votou contra, para registrar a importância histórica da data?
Até mesmo os antigos oponentes, hoje são os mais novos aliados; aqueles que o PT criticavam, hoje fazem parte da nova gestão, o que o Raul já previa ao cantar que "se hoje eu te odeio; amanhã lhe tenho amor".
Parece-me que o "maluco beleza" há décadas cantava o que viria a ser a atualidade do Governo da Bahia, que "hoje eu sou estrela".
* Tiago Piñeiro Martins é licenciado em Pedagogia. Atualmente exerce a função de gestor executivo da União de Vereadores da Bahia.
Replicado do Blog Demais

sábado, 2 de julho de 2011

Hino ao dois de julho



Nasce o sol a dois de julho
Brilha mais que no primeiro
É sinal que neste dia
Até o sol é brasileiro.

Nunca mais o despotismo
Regerá nossas ações
Com tiranos não combinam
Brasileiros corações.

Salve, oh! Rei da Campinas
De Cabrito e Pirajá
Nossa pátria hoje livre
Dos tiranos não será.

Nunca mais o despotismo
Regerá nossas ações
Com tiranos não combinam
Brasileiros corações.

Cresce, oh! Filho de minha alma
Para a pátria defender
O Brasil já tem jurado
Independência ou morrer.

domingo, 26 de junho de 2011

Comparativo educacional Lula x FHC

1 - Lula afirma por aí ter criado 13 universidades federais. É mentira! Com boa vontade, pode-se afirmar que criou apenas seis; com rigor, quatro. Por quê? A maioria das instituições que ele chama “novas universidades” nasceu de meros rearranjos de instituições, marcados por desmembramentos e fusões. Algumas universidades “criadas” ainda estão no papel. E isso, que é um fato, está espelhado nos números, que são do Ministério da Educação;

2 - Poucos sabem, certa imprensa não diz, mas o fato é que a taxa média de crescimento de matrículas nas universidades federais entre 1995 e 2002 (governo FHC) foi de 6% ao ano, contra 3,2% entre 2003 e 2008 - seis anos de mandato de Lula;

3 - Só no segundo mandato de FHC, entre 1998 e 2003, houve 158.461 novas matrículas nas universidades federais, contra 76.000 em seis anos de governo Lula (2003 a 2008);

4 - Nos oito anos de governo FHC, as vagas em cursos noturnos, nas federais, cresceram 100%; entre 2003 e 2008, 15%;

5 - Sabem o que cresceu para valer no governo Lula? As vagas ociosas em razão de um planejamento porco. Eu provo: em 2003, as federais tiveram 84.341 formandos; em 2008, 84.036;

6 - O que aumentou brutalmente no governo Lula foi a evasão: as vagas ociosas passaram de 0,73% em 2003 para 4,35% em 2008. As matrículas trancadas, desligamentos e afastamentos saltaram de 44.023 em 2003 para 57.802 em 2008;

7 - Sim, há mesmo a preocupação de exibir números gordos. Isso faz com que a expansão das federais, dada como se vê acima, se faça à matroca. Erguem-se escolas sem preocupação com a qualidade e as condições de funcionamento, o que leva os estudantes a desistir do curso. A Universidade Federal do ABC perdeu 42% dos alunos entre 2006 e 2009.

8 - Também cresceu espetacularmente no governo Lula a máquina “companheira”. Eram 62 mil os professores das federais em 2008 - 35% a mais do que em 2002. O número de alunos cresceu apenas 21% no período;

9 - No governo FHC, a relação aluno por docente passou de 8,2 para 11,9 em 2003. No governo Lula, caiu para 10,4 (2008). É uma relação escandalosa! Nas melhores universidades americanas, a relação é de, no mínimo, 16 alunos por professor. Lula transformou as universidades federais numa máquina de empreguismo.

10 - Cresceu o número de analfabetos no país sob o governo Lula - e eu não estou fazendo graça ou uma variante do trocadilho. Os números estão estampados no PNAD (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios), do IBGE. No governo FHC, a redução do número de analfabetos avançou num ritmo de 0,5% ao ano; na primeira metade do governo Lula, já caiu a 0,35% - E FOI DE APENAS 0,1% ENTRE 2007 E 2008. Sabem o que isso significa? Crescimento do número absoluto de analfabetos no país. Fernando Haddad sabe que isso é verdade, não sabe? O combate ao analfabetismo é uma responsabilidade federal. Em 2003, o próprio governo lançou o programa “Brasil Alfabetizado” como estandarte de sua política educacional. Uma dinheirama foi transferida para as ONGs sem resultado - isso a imprensa noticiou. O MEC foi deixando a coisa de lado e acabou passando a tarefa aos municípios, com os resultados pífios que se vêem.

Por Reinaldo Azevedo

sábado, 18 de junho de 2011

Sete mitos e mentiras sobre a legalização das drogas

Por Eduardo Paiva

1- A legalização das drogas acabará com o comércio ilegal de drogas.
É estúpido achar que um "comerciante" que já é competitivo em um mercado sem regras não o seria em um mercado regulado. Com o mercado legalizado e regulado, muito provavelmente o comercio legal teria vários limites e padrões impostos por órgãos da burocracia governamental, e a "droga legal" seria muito mais cara do que a ilegal, da mesma forma como o tênis vendido em loja é muito mais caro do que o pirata vendido em camelô.
Além do mais, por que um viciado em maconha que quer comprar 100 gramas de fumo não compraria 10 gramas na farmácia e os outros 90 na boca de fumo ilegal?
Por que um viciado em cocaína que quer comprar cinco gramas de pó não iria comprar dois gramas na farmácia e o resto na "boca"?
Por que um viciado sem dinheiro para pagar a dose vendida legalmente não iria na "boca" comprar a droga mais barata, sem impostos e mesmo fora dos padrões de qualidade?
Na prática, um traficante que hoje está 100% ilegal no seu negócio, se ele for esperto, vai montar outro negócio 100% legal e vai continuar mantendo o seu atual que não depende de autorizações legais e nem de coisa nenhuma além da demanda. Por que faturar em uma ponta se pode faturar em duas e ainda usar os benefícios e facilidades dos novos fornecedores legais para melhorar a minha logística, diminuir o risco, etc.?
2 - A legalização das drogas vai acabar com a receita financeira dos traficantes.
Ora, se o comércio legal de medicamentos, roupas, CDs, cigarros, programas de computadores etc., não acabou com a receita financeira dos contrabandistas e do mercado negro, porque alguém pode achar que a legalização das drogas vai acabar com a receita financeira do trafico?
Mais uma vez não existe nenhuma lógica que sustente a afirmação.
3 - A legalização das drogas vai diminuir a criminalidade.
Certamente o numero de prisões por uso cairão, mas, e as ocorrências motivadas por perturbação mental dos viciados: brigas, confusões etc.?
E as ocorrências motivadas pela miséria provocada pelo vício que torna muitas pessoas inúteis para o trabalho e para a vida econômica?
Ora, na prática, se todos os crimes fossem legalizados, no dia seguinte a criminalidade formal estaria extinta, mas os efeitos maléficos do crime na sociedade não só continuariam a existir, como, muito provavelmente, subiriam a níveis estratosféricos e a sociedade civilizada seria catapultada para a selvageria em poucos dias. Qual imbecil seria capaz de defender esse tipo de coisa?
4 - A legalização das drogas vai melhorar a qualidade do "produto".
Bem, sem dúvida, em alguma medida isso vai acontecer, primeiro porque teremos uma produção em maior escala, formalizada, e regras tanto para essa nova produção como para a nova comercialização. É certo que haverá uma melhora na qualidade, tanto no comércio legal, como no paralelo, e este último certamente encontrará uma forma de se alimentar de novos fornecedores. Só que "qualidade" e preço, de modo geral, sempre andam de mãos dadas, como, aliás, já é hoje no comércio ilegal, no qual os traficantes de primeira linha atendem os endinheirados do "jet set" vendendo "produtos" melhores do que as "bocas" de favela que buscam atender a pessoas de menor poder aquisitivo.
5 - A legalização das drogas não irá aumentar o numero de viciados.
Em que pese os números de outros países onde a legalização foi experimentada desmentirem essa afirmação, ainda existe o lado lógico da coisa.
De acordo com a Febrafar, no Brasil existem 3,34 farmácias para cada 10 mil habitantes, e isso significa que numa cidade como o Rio de Janeiro existem cerca de 2.100 farmácias. Supondo que as drogas legais só possam ser comercializadas em farmácias, o novo número de pontos de venda das drogas hoje ilegais seria os das "bocas" já existentes somado a 2.100. Qualquer comerciante sabe que quanto mais pontos de venda, maior é a chance de se vender mais, da mesma forma que se você estiver preso numa floresta onde vivem 50 leões você terá mais chance de viver do que se a mesma tiver 300 feras.
6 - A legalização vai cobrar impostos que serão aplicados na sociedade, saúde e educação.
É um fato que a parcela de impostos que são revertidos ao beneficio da sociedade está longe de ser igual ao que é arrecadado, e a prova disso disto está na qualidade das escolas públicas, do atendimento dos hospitais, do judiciário e em qualquer outro serviço público existente no Brasil e em qualquer outro país. No caso específico, supondo que a resultante da soma entre receita de impostos com drogas menos o aumento de custos de controle do comércio, mais o aumento de custos com segurança, mais o aumento de custos com saúde publica seja um número positivo, a maior parte dele vai ficar mesmo é na máquina pública, como já fica a maior parte dos impostos que pagamos hoje. Os grandes beneficiados com isso serão, como sempre, os políticos e aqueles que se locupletam da máquina estatal, não a sociedade.
7 - A legalização das drogas vai acabar ou reduzir o armamento dos bandidos.
Bandidos se armam para defender seu território e sua riqueza de outros bandidos e da polícia, e ao mesmo tempo, para praticar ações criminosas contra os menos armados ou desarmados (roubos, sequestros, venda de segurança etc). A quantidade de armas em poder dos criminosos cresce ou diminui em função da quantidade de criminosos existentes, e não em função da legalização de crimes ou da proibição de comércio ou posse de armas. Caso contrário, seria lógico imaginar que em um cenário onde todos os crimes fossem legalizados não existiriam armas, coisa que é na verdade um absurdo.


Fonte: "Mídia Sem Máscara", replicado do Blog Demais

terça-feira, 7 de junho de 2011

Mudança de nome

Dada a alta rotatividade registrada nos anos de governo do PT, a Casa Civil deveria mudar o nome para Motel Civil.

sábado, 28 de maio de 2011

Batman x 007

Até o momento, sete atores interpretaram Batman/Bruce Wayne em nove produções da franquia. São muitos atores para um personagem, principalmente quando comparamos com 007, onde seis atores interpretaram o personagem título em mais de vinte filmes.
Vou listar todos os atores que interpretaram Batman e em seguida 007.

Batman (1943), foi interpretado por Lewis Wilson, era uma série com episódios de 15 minutos, exibido semanalmente nos cinemas americanos.
Batman & Robin (1943), foi interpretado por Robert Lowery, também em episódios de 15 minutos.
Batman The Movie (1966) tem Adam West no papel do homem morcego.
Batman (1989) e Batman Returns (1992), tiveram no papel principal o Michael Keaton, não fizeram feio.
A coisa começou a desandar com Batman Forever (1995), Val Kilmer
O vergonhoso Batman & Robin (1997), George Clooney, usando uma armadura gay com mamilos.
Em Batman Begins (2005) e The Dark Knight (2008), vimos Christian Bale interpretar o herói em dois filmes muito bons, e até o momento é essa a saga Batman.

A lista 007 é pródiga em filmes, mas economiza em atores, na comparação. Aí vai:

Sean Connery, o verdadeiro 007 fez sete filmes, sendo o último apócrifo. 007 Contra o Satânico Dr. No (1962), Moscou Contra 007 (1963), 007 Contra Goldfinger (1964), 007 Contra a Chantagem Atômica (1965), Com 007 só se Vive Duas Vezes (1967), 007 os Diamantes são Eternos (1971), 007 - Nunca Mais Outra Vez (1983, filme não reconhecido na série).
O modelo George Lazenby fez apenas um filme e achou que continuar fazendo 007 atrapalharia sua carreira como ator. Pior raciocínio impossível, já que sua carreira nunca deslanchou. Filmou A Serviço Secreto se Sua Majestade (1969).
Roger Moore fez um caminhão de filmes, mas nunca se equiparou a Sean Connery em qualidade. 007 Viva e Deixe Morrer (1973), 007 Contra o Homem da Pistola de Ouro (1974), 007 - O Espião Que Me Amava (1977), 007, Contra o Foguete da Morte (1979), 007 - Somente Para Seus Olhos (1981), 007 Contra Octopussy (1983), 007 - Na Mira dos Assassinos (1985). 
Timothy Dalton foi o agente em 007 - Marcado Para a Morte (1987) e 007 - Permissão Para Matar (1989).
Pierce Brosnan foi o Bond durante os anos 90 em 007 Contra GoldenEye (1995), 007 - O Amanhã Nunca Morre (1997), 007 - O Mundo Não é o Bastante (1999) e no começo dos anos 2000 em 007 - Um Novo Dia Para Morrer (2002).
Daniel Craig detém o status de atual James Bond e já filmou dois. 007 - Cassino Royale (2006) e 007 - Quantum of Solace (2008).

E fim.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Ozônio e CFC

Na escola e na grande mídia, aprendemos que o homem está destruindo a camada de ozônio, que protege a Terra da radiação solar. O homem supostamente faz isso através da emissão de CFC, gás utilizado em geladeiras e condicionadores de ar. Mas, que tal alguns fatos?
Os alertas dos ecologistas dão conta de um enorme crescimento de buracos na camada de ozônio, principalmente nos Pólos Norte e Sul. Mas não é um problema criado pelo homem. O ozônio é um gás natural, produzido quando a luz solar atinge a atmosfera. O ozônio é tóxico, mas filtra a radiação. Na camada superior da atmosfera, a camada de ozônio nos protege; é uma barreira. Essa camada é praticamente ausente nos pólos porque o sol nunca atinge essas áreas diretamente, mas num ângulo oblíquo, incapaz de produzir o gás. É absolutamente normal que o ozônio seja escasso nessas áreas.
Já o CFC realmente destrói o ozônio, mas o gás que usamos nas geladeiras, freezers e condicionadores de ar nunca se elevam o bastante para destruir a camada de ozônio. O CFC afunda, não se eleva. Mesmo as correntes de convecção atmosférica não carregariam o CFC fabricado pelo homem para a camada de ozônio em cem anos, que é mais tempo do que o homem começou a usar CFC. A influência do homem sobre a camada de ozônio é praticamente nula. Na verdade, a última vez que os cientistas mediram a camada de ozônio, ela estava mais densa que da primeira vez. Não há dúvidas que o homem tem abusado do meio ambiente, mas com certeza há algum interesse obscuro por trás dos exageros ensinados em sala de aula e nos jornais.

Fonte: Facts Not Fear: Teachin Children about the Environment, Michael Sanera and Jane S. Shaw

domingo, 22 de maio de 2011

sábado, 21 de maio de 2011

Poemas traduzidos, sem rimas

"The Lamb"
from Songs of Innocence

Little Lamb who made thee
  Dost thou know who made thee
Gave thee life & bid thee feed.
By the stream & o'er the mead;
Gave thee clothing of delight,
Softest clothing wooly bright;
Gave thee such a tender voice,
Making all the vales rejoice:
  Little Lamb who made thee
  Dost thou know who made thee
  Little Lamb I'll tell thee,
  Little Lamb I'll tell thee:
He is called by thy name,
For he calls himself a Lamb:
He is meek & he is mild,
He became a little child:
I a child & thou a lamb,
We are called by his name.
  Little Lamb God bless thee.
  Little Lamb God bless thee.

"The Tyger"
from Songs of Experience

Tyger Tyger. burning bright,
In the forests of the night:
What immortal hand or eye,
Could frame thy fearful symmetry?
In what distant deeps or skies.
Burnt the fire of thine eyes!
On what wings dare he aspire!
What the hand, dare sieze the fire?
And what shoulder, & what art,
Could twist the sinews of thy heart?
And when thy heart began to beat,
What dread hand? & what dread feet?
What the hammer? what the chain,
In what furnace was thy brain?
What the anvil? what dread grasp,
Dare its deadly terrors clasp!
When the stars threw down their spears
And water'd heaven with their tears:
Did he smile his work to see?
Did he who made the Lamb make thee?
Tyger, Tyger burning bright,
In the forests of the night:
What immortal hand or eye,
Dare frame thy fearful symmetry?



O Cordeiro
de Canções de Inocência, William Blake

Cordeirinho, quem fez a ti?
Saberias tu quem te fez?
Deu-te vida & alimentou-te
Pelo riacho & sobre a relva;
Deu-te vestes aprazíveis,
Macia roupa sedosa de lã;
Deu-te uma voz tão doce,
Que faz todo o vale feliz:
Cordeirinho, quem fez a ti?
Saberias tu quem te fez?

Cordeirinho, eu te contarei,
Cordeirinho, eu te contarei:
Ele é chamado pelo teu nome
Pois Ele chama a si um Cordeiro:
Ele é manso & Ele é gentil,
Ele fez-se numa criancinha:
Eu, uma criança & tu, um cordeiro,
Somos chamados pelo nome dele.
Cordeirinho, Deus te abençoe.
Cordeirinho, Deus te abençoe.

O Tigre
de Canções de Experiência, William Blake

Tigre, Tigre, brilho ardente,
Nas florestas da noite:
Que mão ou olho imortal,
Ousou enquadrar tua temível simetria?

Em que distantes céus ou profundezas
Acendeu-se o fogo de teus olhos?
Sobre que asas ele ousou aspirar!
Que mão ousa pegar o fogo?

E que ombro & que arte
Poderia torcer o músculo do teu coração?
E quando teu coração começou a bater,
Que mão magnífica & que pés magníficos?
Que martelo? Que corrente?
Em que fornalha estava o teu cérebro?
Que bigorna? Que magnífico vigor,
Ousaria teus mortais terrores segurar!

Quando as estrelas lançaram abaixo as suas lanças
E molharam os céus com suas lágrimas:
Teria Ele sorrido ao ver o seu feito?
Teria Ele que fez o Cordeiro feito a ti?
Tigre, Tigre, brilho ardente,
Nas florestas da noite:
Que mão ou olho imortal
Ousou enquadrar tua temível simetria?

Atrasos na copa

Fusão do símbolo da copa com o Capitão Picard, de Star Trek New Generation executando o famoso facepalm, que denota frustração. Dá pra perceber de onde veio a inspiração para confecção do símbolo da Copa 2014, e agora com os atrasos, todo mundo vê que não havia um símbolo mais acertado para representar a frustração da chamada pátria de chuteiras.

Rompecabezas II


Evoluindo...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Rompecabezas


Quebra-cabeças de 1000 peças da Santa Ceia, em seu estágio atual. Esse vai demorar...

domingo, 15 de maio de 2011

Bahia de Feira campeão estadual


O Bahia de Feira se sagrou campeão estadual em cima do Vitória hoje. Depois de mais de 40 anos, um clube feirense volta a levantar o título máximo do estado. Um grande orgulho para a cidade de Feira de Santana. O time inverteu a vantagem do Vitória, que jogava em casa, pelo empate, e abriu o placar aos 14 do primeiro tempo, com Geovanni. Ainda no primeiro tempo, aos 46, com Allyson, o Bahia de Feira empatou o jogo. Na segunda etapa, João Neto marcou o gol que o time precisava para o título inédito.

sábado, 14 de maio de 2011

A farsa obamesca continua

Mico universal - 1




Droga! Eu não aprendo mesmo. Cada vez que acredito em esquerdistas, acabo pagando mico. No entanto, movido por uma crença residual na bondade da espécie humana, instinto perverso que me induz a seguir Jean-Jacques Rousseau e contrariar a Bíblia, continuo tentando de novo e de novo, e tomando na cabeça com a regularidade dos ciclos planetários, econômicos, menstruais e quantos mais ciclos existam. Acaba de acontecer mais uma vez. Tão logo publicada a certidão integral de nascimento de Barack Hussein Obama, dei por pressuposto que o documento era autêntico e comecei a analisar a situação com base nessa premissa. Agora vejo que o anúncio espetacular destinado a tapar a boca dos birthers foi isso e apenas isso: um golpe de teatro. Nada mais. A certidão não é autêntica, é praticamente impossível que seja autêntica. Os erros nela são tão gritantes, as anomalias tão vistosas, que a probabilidade de se tratar de documento genuíno deve ser calculada na base de um para vários milhões.
Vou dar só sete exemplos:
1) As certidões de duas meninas que nasceram um dia depois de Obama – e foram registradas na mesma repartição do governo trêsdias depois – têm números anteriores ao do distinto. As folhas de um livro de registros não se movem para trás espontaneamente. O carimbo rotativo, que avança um número depois de cada carimbada, também não faz marcha-a-ré por decisão própria.
2) O funcionário do registro civil assina, com letra de criança, algo que se lê “Ukulele”. Quer dizer “cavaquinho”, um instrumento muito popular no Havaí. Isso nunca foi nome de gente. Pode ser no máximo um apelido, mas quem acreditaria num documento oficial assinado “Mané Porcão” ou “Zé das Couves”?
3) A raça do pai de Obama é designada, em pleno 1961, como “African” em vez de “Black” ou “Negro” – uma convenção verbal que só apareceu a partir dos anos 70 com a onda “politicamente correta”.
4) A assinatura da mãe vem com o nome “Stanley” acima da linha, entre parênteses e sem qualquer autenticação da emenda. Ou a coisa foi maqueada ex post facto, ou a sra. Stanley Ann Dunham Obama, emocionadíssima por dar à luz o futuro presidente da República, se esqueceu do seu primeiro nome na hora de assinar.
5) A data de nascimento do pai de Obama está errada. Segundo dados da Imigração, no dia do registro ele tinha 27 e não 25 anos como consta do documento. A convivência do casal Obama foi fugaz, mas não tanto que não houvesse tempo para a dona se informar da idade do marido, amante ou sabe-se lá o quê.
6) A certidão não contém o aditamento referente à adoção de Obama por Lolo Soetoro, como a lei exige. O omissão torna o documento automaticamente inválido, mesmo que seja de origem autêntica.
7) O nome do médico que assina a certidão não confere com o que a Casa Branca havia divulgado antes. Era Roger West, agora é David Sinclair.
8) Tão logo explodiu a onda de exames técnicos que denunciavam a certidão como uma fraude montada por computador mediante superposição de camadas, a Casa Branca substituiu a versão online por uma segunda, com resolução menor, dificultando a separação das camadas, que antes qualquer cidadão podia testar facilmente com programas comuns de ilustração gráfica (v.http://conservativeamericaonline.blogspot.com/2011/05/washington-times-newly-released-obama.html). A primeira versão tinha o selo autenticador do Departamento de Saúde do Havaí. A segunda, nem isso.
Precisa mais?
Exames feitos por especialistas em computação gráfica pululam nainternet, afirmando que a certidão não foi escaneada de um documento único, mas montada por superposição de imagens. Mas agora já não são somente obscuros blogueiros que fazem esses exames. O técnico Ivan Zatcovitch, da eComp Consultants (v.http://www.wnd.com/index.php?fa=PAGE.view&pageId=293421), uma empresa respeitável que é consultora da Amazon Books, afirma em definitivo que o documento foi alterado. Não tenho condição de julgar isso. Mas, é claro, junto com a farsa documental veio uma campanha do governo, com amplo apoio da mídia chapa-branca, para rotular de “racista” quem quer que enxergue aquelas obviedades e não consinta em ceder à chantagem clássica de Groucho Marx: “Afinal, você vai crer em mim ou nos seus próprios olhos?”
Desde que a questão foi levantada pelo advogado (democrata) Philip Berg em 2008, a reação do campo obamista tem sido sempre a mesma: procurar por todos os meios inibir a discussão. Cada indício mínimo, parcial e duvidoso que a militância obamista exibiu – como a certidão eletrônica resumida, que milhares de estrangeiros também têm, ou os anúncios do nascimento publicados desde um endereço que nunca foi o do casal Obama – foi invariavelmente brandido como prova cabal de que mudar de assunto com a máxima rapidez era um dever cívico. Uma investigação em regra, bipartidária, como se fez quando o suspeito de inelegibilidade era John McCain, foi hipótese afastada in limine com soberano desprezo, como ofensiva à dignidade daquele que ao mesmo tempo se pavoneava de apóstolo da “transparência”.
Agora, o pior de tudo: quando se investigava a candidatura McCain, o Congresso decidiu oficialmente que o critério para distinguir “cidadão nativo” era: “nascido em território americano, de pais americanos”. Entre os que assinaram essa decisão estava... o senador Barack Hussein Obama (v. http://www.wnd.com/index.php?fa=PAGE.view&pageId=292901). Exigir que ele agora se submeta ao mesmo critério é, segundo o establishment e a mídia, prova de loucura ou crime de racismo. A duplicidade de tratamentos e a proibição de perguntar foram elevadas à condição de princípios fundamentais da democracia.
Se Obama tivesse um mínimo de decência, teria imediatamente retirado sua candidatura logo após assinar aquela decisão, por saber que, como filho de estrangeiro, não cumpria o requisito de elegibilidade que ele mesmo acabava de impor ao seu adversário. Se ele preferiu blefar, apostando que a sonsice nacional americana jamais perceberia o engodo, é porque tem o cinismo frio de uma personalidade psicopática.

Por Olavo de Carvalho

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Não alimentem os trolls

A maioria de nós foi criada numa cultura de comédias, filmes e séries, onde o ato supremo, a coisa mais legal que alguém pode fazer é colocar um paspalho no lugar onde ele merece com um insulto hilário. Logo, instintivamente nós pensamos que todos os paspalhos necessitam ser insultados. Mas a comunicação online, especificamente, requer que você suprima essa necessidade.
A razão? Trolls. Um "troll" é alguém que tenta instigar um argumento ou conseguir alguma reação sua, agindo como um panaca. Normalmente eles não são assim na vida real, simplesmente escrevem como um personagem, como um meio de conseguir atenção. Eles costumam ser facilmente identificáveis, mas a maioria das pessoas não têm a habilidade para reagir da única maneira absolutamente garantida contra os trolls: silêncio frio e mortal.
Assim, se alguém num fórum de discussão, ou numa sala de chat, ou na seção de comentários de um blog escreve sobre como aquele site em particular é horrível e que todos os membros são idiotas, ele não está esperando concordância ou que a comunidade inteira mude baseada no seu feedback. Ele está buscando ser atacado. Ele quer atenção. Ele não pode conseguir afeto do grupo, mas ele pode conseguir raiva, e até raiva é melhor que apatia.
Logo, gritar-lhe insultos apenas assegurará que ele continue a fazer o que está fazendo. Se ninguém responder ao que ele diz, ele simplesmente ficará chateado e irá embora.
É tão simples, mas ainda assim, algo incrivelmente difícil de se fazer. Todo o instinto no seu corpo irá clamar por uma reação. Você precisa resistir. Antes mesmo que você pare para pensar no que irá dizer, seus dedos começarão a martelar o teclado numa combinação perfeita de letras que irá "colocar o troll no lugar dele." Compreenda o seguinte: se você conseguisse combinar todas as linguagens de todas as formas de vida em todos os planetas num número infinito de universos, você não seria capaz de construir uma simples sentença que realizaria o seu objetivo. Ele não está atrás de um argumento, está atrás de uma resposta. Qualquer resposta. Se você apertar o "enter", ele ganhou automaticamente.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Filme - A História Sem Fim

No filme A História Sem Fim, o personagem Atreyu se submete a um teste de coragem para chegar a um oráculo. Ele precisa passar por um portal onde duas esfinges montam guarda e avaliam a autoconfiança de qualquer um que tente atravessar. Se a pessoa duvida de si, é aniquilada pelos olhos de laser das duas esfinges. O filme permite que vejamos isso acontecer quando um cavaleiro de armadura tenta atravessar e é destruído impiedosamente. Atreyu observa tudo à distância, através de um telescópio. O garoto decide que é a sua vez de tentar e avança para o portal. Ele parece confiante, porém quando olha para a face do cavaleiro morto há poucos instantes, se borra de pavor. As estátuas começam a abrir os olhos, revelando que Atreyu falhou no teste. O que o herói do filme faz? Reúne forças e recupera a confiança e a coragem para tentar acalmar as esfinges? Não. Ele simplesmente corre desesperado e as duas esfinges erram os tiros, permitindo que o indiozinho passe pelo portal. Ótimas guardiãs elas são. Atreyu não passou no teste, mas passou correndo. As esfinges provavelmente terão que reformular as regras para algo como "só aqueles que são auto confiantes - ou que correm bastante - passarão."

No final do filme o jovem Bastian é instruído pela Imperatriz a recuperar o mundo de Fantasia. Para cada pedido que o garoto fizer, Fantasia será reconstruída. E ele pode fazer infinitos pedidos. Paz mundial? Fim da fome e das doenças? Não. O menino pede vingança contra os garotos que lhe atormentavam na escola. Moral da história digna de Esopo.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Traduções pascoais

Seguem traduções minhas do trabalho do escritor libanês Gibran Khalil Gibran, Jesus the Son of Man (Jesus, o Filho do Homem), de 1928, escrito originalmente em inglês. Ressalto que sou cristão, e comungo da fé cristã, e considero os textos como mera ficção, com alguma inspiração bíblica. Faço a tradução e posto aqui porque considero os textos interessantes e bonitos, não para divulgar qualquer possível heresia presente no seu conteúdo. O que se desviar da Bíblia nos textos a seguir não representam a minha fé, nem deve representar a de vocês, leitores. O trabalho consiste em depoimentos fictícios de personagens bíblicas ou outras personagens inventadas da época que de alguma forma tiveram contato com Jesus. Para ler os textos originais, clique aqui.

A esposa de Pilatos para uma dama romana

Eu estava caminhando com minhas aias nos bosques fora de Jerusalém, quando O vi com alguns homens e mulheres sentados à Sua volta; e Ele estava falando em uma língua que eu entendia apenas parcialmente.
Mas ninguém precisa de linguagem para perceber um pilar de luz ou uma montanha de cristal. O coração sabe o que a língua talvez nunca pronuncie e os ouvidos talvez nunca ouçam.
Ele estava falando a Seus amigos sobre amor e força. Eu sei que Ele falava de amor porque havia melodia na Sua voz; e eu sei que Ele falava de força porque havia exércitos nos Seus gestos. E Ele era gentil, embora nem mesmo meu marido pudesse falar com tamanha autoridade.
Quando Ele me viu passar, parou de falar por um momento e olhou para mim bondosamente. E eu fiquei humilde; em minha alma eu sabia que eu acabara de passar por um deus.
Depois daquele dia a Sua imagem visitou-me em minha privacidade quando eu não seria visitada por ninguém; e Seus olhos vasculharam a minha alma quando meus próprios olhos estavam fechados. E Sua voz governa a quietude de minhas noites.
Eu me sinto aprisionada para sempre; e há paz na minha dor, e liberdade nas minhas lágrimas. Amada amiga, você nunca viu aquele homem, e você nunca o verá. Ele se foi além dos nossos sentidos, mas de todos os homens, ele é o que está mais perto de mim.

Pôncio Pilatos


Sobre rituais e cultos orientais

Minha mulher falou dele muitas vezes antes que Ele fosse trazido perante mim, mas eu não estava preocupado.
Minha mulher é uma sonhadora, dada, como muitas romanas de mesmo status, a cultos e rituais do oriente. E esses cultos são perigosos para o Império; e quando eles encontram um caminho para os corações de nossas mulheres, eles se tornam destrutivos.
O Egito encontrou seu fim quando os Hyskos da Arábia trouxeram-lhe o deus do deserto. E a Grécia foi sobrepujada e caiu ao pó quando Ashtarte e suas sete aias vieram das praias sírias.
Quanto a Jesus, eu nunca havia visto o homem antes que Ele fosse trazido até mim como um malfeitor, como um inimigo da sua própria nação e também de Roma.
Ele foi trazido ao rol de julgamento com Seus braços amarrados ao Seu corpo com cordas.
Eu estava sentado, e Ele andou em minha direção com passos longos e firmes; então Ele permaneceu aprumado, de cabeça erguida.
E eu não podia descrever o que me acorreu naquele momento; mas foi meu desejo súbito, embora não minha vontade, levantar-me, e em seguida ajoelhar-me perante Ele.
Eu senti como se César houvesse entrado no rol, um homem maior que a própria Roma.
Mas isso durou por apenas um momento. E então eu vi apenas um homem que fora acusado de traição por Seu próprio povo. E eu era o Seu governador e o Seu juiz.
Eu interroguei-Lhe mas Ele não respondia. Ele apenas olhava para mim. E o Seu olhar era de pena, como se fora Ele o meu governador e o meu juiz.
Então lá de fora cresceram os clamores do povo. Mas Ele permaneceu calado, e ainda olhava para mim com pena nos Seus olhos.
E eu fui às escadarias do palácio, e quando o povo me viu, parou de gritar. E eu disse, "O que fariam com este homem?"
E eles gritaram como se fossem uma só garganta, "Nós O crucificaríamos. Ele é nosso inimigo e inimigo de Roma."
E alguns disseram, "Ele não disse que destruiria o templo? Não foi Ele quem se proclamou rei? Nós não temos rei, senão César."
Então eu os deixei e voltei ao rol de julgamento, e O vi ainda lá de pé, sozinho, e Sua cabeça ainda estava erguida.
E eu me lembrei do que havia lido de um filósofo grego, "O homem sozinho é o homem mais forte." E neste momento o nazareno era maior que Sua raça.
E eu não senti clemência para com Ele. Ele estava acima da minha clemência.
Eu O perguntei, "És tu o Rei dos Judeus?"
E Ele não disse uma palavra.
Eu O perguntei novamente, "Não terias tu dito que é o Rei dos Judeus?"
E Ele olhou para mim.
Então Ele me respondeu com uma voz calma, "Tu mesmo proclamou-me rei. Talvez para esse fim eu tenha nascido, e por causa disso tenha testemunhado a verdade."
Observe um homem falando de verdade em tal momento.
Na minha impaciência eu disse em voz alta, a mim mesmo tanto quanto a Ele, "O que é a verdade? E o que é a verdade para o inocente quando a mão do seu carrasco já está sobre ele?"
Então Jesus disse com poder, "Ninguém governará o mundo salvo em Espírito e em verdade."
E eu perguntei-Lhe, "És tu do Espírito?"
E ele respondeu, "Como também és tu, embora não saiba."
E o que era o Espírito e o que era a verdade, quando eu, pelo Estado e pelo ciúme dos seus rituais antigos, entregava um homem inocente para a Sua morte?
Nenhum homem, nenhuma raça, nenhum império pararia ante a verdade, em seu caminho para a autorrealização.
E eu disse novamente, "És tu o Rei dos Judeus?"
E Ele respondeu, "Tu mesmo o disseste. Eu terei conquistado o mundo antes disto."
E isso, de tudo o que Ele disse, era o mais improvável, já que apenas Roma conquistou o mundo.
Mas então as vozes do povo se levantaram novamente, e o barulho era maior que antes.
E eu desci do meu assento e disse a Ele, "Siga-me."
E novamente apareci na escadaria do palácio, e Ele ficou ao meu lado.
Quando as pessoas O viram, rugiram como um trovão. E do seu clamor eu não ouvia nada além de "Crucifiquem-No! Crucifiquem-No!"
Então eu entreguei-Lhe aos sacerdotes que haviam entregado-Lhe a mim, e disse a eles, "Façam o que quiserem com este homem justo. E se for do seu desejo, levem soldados de Roma para guardá-Lo."
Então eles levaram-No, e eu decretei que fosse escrito sobre Sua cruz, sobre Sua cabeça, "Jesus Nazareno, Rei dos Judeus." Eu devia ter dito em vez disso, "Jesus Nazareno, um Rei."
E o homem foi despido e torturado e crucificado.
Estava em meu poder salvá-Lo, mas salvá-Lo teria causado uma revolução; e é sempre sábio para o governador de uma província romana não ser intolerante com os escrúpulos religiosos de uma raça conquistada.
Ainda creio, mesmo agora, que o homem era mais que um mero agitador. O que eu decretei não era a minha vontade, mas preferivelmente o melhor para Roma.
Não muito depois, nós deixamos a Síria, e daquele dia em diante a minha esposa tem sido uma mulher triste. Algumas vezes mesmo aqui neste jardim eu vejo tragédia em seu rosto.
Contam-me que ela fala muito de Jesus com as outras mulheres de Roma.
Observem, o homem cuja morte eu decretei retorna do mundo das sombras e entra na minha própria casa.
E dentro de mim eu me pergunto, de novo e de novo, o que é a verdade e o que não é a verdade?
Seria possível que o sírio está nos conquistando nas horas quietas da noite?
Não deveria ser.
Pois Roma deve prevalecer contra os pesadelos de nossas esposas.